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Flávio pede ajuda ao presidente da Colômbia contra narcotráfico e já o convida para a posse

O senador Flávio Bolsonaro (PL) pediu a ajuda do presidente colombiano, Abelardo de la Espriella, na luta contra o tráfico de drogas, uma proposta de sua campanha, durante uma videochamada entre os dois líderes de direita.

Flávio é o favorito nas eleições brasileiras após terminar o primeiro turno com vantagem de quase 2% dos votos sobre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Eles se enfrentarão no segundo turno em 25 de outubro.

“Vou implementar um regime muito duro aqui no Brasil e vou precisar muito conversar com o senhor para a gente ter esse intercâmbio de informações” sobre os traficantes, disse Flávio ao presidente da Colômbia, o país que mais exporta cocaína no mundo.

De la Espriella, que assumiu o cargo em agosto após uma disputa em que derrotou a esquerda do ex-presidente Gustavo Petro, concordou. “A droga é um problema global (…), nós produzimos de 75% a 80%, temos que chegar a um acordo, temos fronteiras em comum”, disse.

Ambos os países compartilham uma fronteira porosa de 1.600 quilômetros na floresta amazônica.

“Quando um criminoso da Colômbia estiver no Brasil, será um grande prazer para mim, como presidente da República, prendê-lo e entregar ao senhor, assim como eu quero que o senhor entregue os bandidos brasileiros”, propôs Bolsonaro ao presidente colombiano, já estendendo um convite a Espriella para sua futura posse, caso seja eleito.

Fator Trump

Ambos fazem parte do fenômeno global de crescimento da direita, que se impôs em várias eleições na América Latina sob a influência de Donald Trump. Sem manifestar apoio diretamente, o presidente americano elogiou, na segunda-feira 5, a “grande vitória” do herdeiro de seu aliado Jair Bolsonaro e previu que o segundo turno será “muito disputado”.

A conversa foi transmitida no canal do YouTube de Eduardo Bolsonaro, o irmão que vive nos Estados Unidos desde 2025, condenado à revelia pelo Supremo Tribunal Federal (STF) pelo crime de coação no curso do processo contra o pai. O ex-presidente brasileiro foi considerado culpado pela corte por tentativa de golpe de Estado, e cumpre pena de 27 anos em prisão domiciliar, em Brasília. A família denuncia uma perseguição por parte do STF.

Ricardo Motta

Ricardo Motta é jornalista e responsável editorial do Rio Hoje Notícias. Atua na cobertura de política, cidades, segurança pública, esportes e acontecimentos do estado do Rio de Janeiro. Contato editorial: contato@riohoje.com.br.
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