Pesquisa Revela Desconfiança em Relação à Interferência Externa
A pesquisa da Quaest, divulgada nesta segunda-feira, 28 de setembro de 2026, trouxe à tona a percepção dos brasileiros em relação à possibilidade de interferência estrangeira nas eleições deste ano. De acordo com os dados, 51% da população acredita que não há risco de países estrangeiros influenciarem o processo eleitoral, enquanto 41% pensam de forma contrária, acreditando que tal interferência é possível.
Esses números indicam uma leve queda na percepção de risco.
Em agosto, 45% dos entrevistados viam uma possibilidade de intervenção, índice que agora caiu para 41%. Por outro lado, o percentual dos que descartam essa influência aumentou de 48% para 51%.
Metodologia da Pesquisa
A Quaest entrevistou um total de 2.004 pessoas maiores de 16 anos entre os dias 24 e 27 de setembro.
Com uma margem de erro de dois pontos percentuais e um nível de confiança de 95%, os resultados refletem uma amostra significativa da opinião pública brasileira. O número de registro da pesquisa é BR-06520/2026.
Diferenças de Opinião entre Grupos
Ao analisar a opinião por grupos políticos, os dados revelam que os apoiadores de Jair Bolsonaro são os que mais acreditam em uma possível interferência.
Entre eles, 48% expressaram essa preocupação, embora este número tenha caído drasticamente em comparação aos 64% registrados em agosto. Já entre os não bolsonaristas da direita, 46% acreditam na possibilidade de influência externa, uma ligeira diminuição em relação aos 52% do mês anterior.
Medo de Influência após as Eleições
A pesquisa também abordou o medo da influência externa, direcionando a questão ao envolvimento dos Estados Unidos e da China no Brasil após as eleições.
Quando questionados sobre a possibilidade de esses países passarem a ter um maior controle sobre o Brasil, os resultados foram os seguintes: 42% dos entrevistados relataram ter muito medo da China, enquanto 39% expressaram o mesmo em relação aos EUA. Além disso, 17% e 16% disseram ter algum medo desses dois países, respectivamente, enquanto 39% e 42% afirmaram não ter medo algum.
A pesquisa evidencia uma crescente conscientização e preocupação entre os brasileiros em relação à influência de potências estrangeiras em assuntos internos, refletindo um contexto político e econômico cada vez mais complexo.





