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Milei enfrenta crise após renúncia de chefe de gabinete acusado

Chefe de Gabinete de Milei renuncia em meio a escândalo

Manuel Adorni, porta-voz do governo argentino de Javier Milei, deixou seu cargo neste sábado, 27, após ser acusado de enriquecimento ilícito e ocultação de patrimônio.

A renúncia foi anunciada em uma carta publicada em suas redes sociais, onde Adorni expressou agradecimento ao presidente, dizendo: “Obrigado pela confiança, Sr. Presidente. Foi uma verdadeira honra.” A carta se encerra com o habitual “fim” de Adorni, sublinhando uma despedida marcada pela controvérsia.

O escândalo de enriquecimento ilícito

Adorni, uma das figuras mais próximas de Milei desde que o presidente assumiu o cargo, está no centro de uma investigação legal por supostamente ocultar US$ 500 mil (aproximadamente R$ 2,6 milhões) em suas declarações de bens. Segundo ele, essa quantia se refere a economias não declaradas provenientes de investimentos em criptomoedas realizados entre 2014 e 2018.

Essa revelação contradiz suas declarações anteriores ao Congresso argentino, onde em abril deste ano, Adorni declarou: “nunca houve ocultação alguma” de seu patrimônio, levantando dúvidas sobre sua transparência.

Investigação federal e desdobramentos

A Justiça Federal argentina está conduzindo as investigações, que incluem denúncias sobre a compra e reforma de imóveis a preços exorbitantes e um recebimento de US$ 5,6 mil (R$ 28,9 mil) para a aquisição de roupas de cama e mesa, que veio à tona recentemente. Esse caso continua a se desdobrar com novas revelações surgindo a cada semana, o que exacerba a crise dentro do governo de Milei.

O papel de Adorni no governo

Com 46 anos, Manuel Adorni ocupou inicialmente a função de porta-voz presidencial em 2023 antes de ascender à chefia de Gabinete em novembro do mesmo ano. Sua conexão com Milei e seu papel central na comunicação do governo levaram muitos a ver sua renúncia como um reflexo de uma séria crise política.

Os próximos dias serão cruciais para entender as consequências desse escândalo para Milei e seu governo, uma vez que a confiança pública e o apoio político podem ser significativamente afetados.

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