O último debate entre os candidatos ao governo de São Paulo antes do primeiro turno da eleição começou nesta terça-feira, 29, com uma discussão sobre segurança pública, em que tanto o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) quanto o desafiante Fernando Haddad (PT) tentaram colar um no outro aliados envolvidos com o crime organizado.
Haddad lembrou que o opositor pediu votos para os filhos do ex-vereador da capital Milton Leite (União), preso desde o último dia 18 por suspeita de envolvimento na infiltração do PCC nas empresas concessionárias dos ônibus metropolitanos, ao que Tarcísio respondeu citando o vereador Senival Moura, que ficou detido por dois meses por suspeita de participar de um esquema de lavagem de dinheiro também envolvendo o PCC e as empresas de transporte na capital. Ele era filiado ao PT, mas pediu afastamento após a prisão. “Infiltração do crime tem em todo lugar”, disse Tarcísio.
O governador lembrou que a lobista Roberta Luchsinger, alvo de investigações sobre as fraudes no INSS, tinha publicações favoráveis a Haddad nas redes sociais, mas disse que a associação não seria justa. “Tenho certeza que você não tem nada a ver [com Luchsinger], porque a gente te conhece. Estou falando que às vezes estamos expostos a esse tipo de coisa”.





