Os Emirados Árabes Unidos abriram nesta quinta-feira, 1º, uma investigação sobre o ataque ocorrido dentro do voo da companhia Flydubai com destino a Israel na quarta-feira, quando um dos pilotos esfaqueou o colega com quem comandava o avião em meio a uma briga.
Segundo a agência de notícias estatal dos Emirados, a WAM, a investigação busca determinar se o episódio teve relação com alguma “atividade ou tentativa terrorista” e se houve planejamento prévio. O país afirma ter jurisdição sobre o caso porque o avião é registrado nos Emirados e opera sob sua bandeira.
O copiloto, identificado por uma autoridade israelense como cidadão de Omã, permanece sob investigação na Arábia Saudita, onde o avião realizou um pouso de emergência no aeroporto de Tabuk. As autoridades de Omã ainda não comentaram o caso.
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, afirmou acreditar que o homem será posteriormente levado aos Emirados Árabes Unidos e disse que Israel acompanhará as investigações e poderá participar delas. Questionado se havia alguma indicação de envolvimento iraniano no ataque, o premiê disse que era muito cedo para dizer.
“Vamos chegar à raiz desse agressor, se ele tinha cúmplices, se o Irã estava por trás dele. Acho que descobriremos muito em breve”, declarou Netanyahu.
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O ministro da Defesa israelense, Israel Katz, disse que informações preliminares indicavam que o copiloto pretendia derrubar a aeronave e classificou o episódio como terrorismo.
Já a Flydubai afirmou que as razões por trás do episódio continuam desconhecidas e pediu que não sejam feitas especulações antes da conclusão das investigações.
Novos relatos também detalharam como uma tragédia foi evitada. Segundo a agência de notícias Reuters, o comandante, o indiano Smit Machchhar, conseguiu destravar a porta da cabine mesmo depois de ser gravemente ferido, permitindo que passageiros entrassem e imobilizassem o copiloto. Uma tripulação reserva que viajava no avião conseguiu então conduzir a aeronave até o pouso na Arábia Saudita.
O voo FZ1073 partiu de Dubai com destino a Tel Aviv e mudou de rota enquanto sobrevoava a Jordânia. Segundo o site de monitoramento Flightradar24, a aeronave transmitiu inicialmente um sinal geral de emergência e, minutos depois, outro alerta que indicava uma possível interferência ilícita na aeronave.
Dados de rastreamento indicam que o avião chegou a perder quase 14.000 pés (mais de 4.000 metros) de altitude em menos de 30 segundos antes de se estabilizar.
Briga entre pilotos
O Boeing 737, com 174 passageiros a bordo, foi desviado após emitir três sinais de emergência devido a uma briga entre os pilotos, informou a Reuters. Segundo duas autoridades israelenses ouvidas pela agência de notícias, o copiloto teria esfaqueado o comandante da aeronave durante o trajeto. Ambos foram hospitalizados após o pouso, enquanto os passageiros receberam atendimento no terminal do aeroporto, de acordo com as autoridades sauditas.
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Passageiros relataram momentos de pânico durante a briga. Uma mulher que estava a bordo afirmou ao canal israelense i24 que o avião estava “completamente fora de controle”.
“Nós apenas ouvimos gritos. A porta da cabine se abriu e vimos uma enorme quantidade de sangue”, disse a passageira, identificada apenas como Miriam, ao canal. “Houve momentos em que todos nós aqui tínhamos certeza de que não sairíamos vivos”, acrescentou.





