
Denúncia de Abusos em Exame Toxicológico
Uma mulher em João Pessoa, na Paraíba, fez uma denúncia grave contra uma clínica após relatar que teve parte de seu cabelo raspada de forma excessiva durante a realização do exame toxicológico. Essa avaliação é um requisito para quem está buscando a primeira Carteira Nacional de Habilitação (CNH). O caso gerou grande repercussão nas redes sociais, levando a jovem a registrar um boletim de ocorrência e procurar reparação judicial.
Segundo a denunciante, que também é influenciadora nas plataformas digitais, a coleta de cabelo foi feita em um laboratório credenciado. Ela alegou que a profissional responsável pelo exame retirou muito mais fios do que o necessário, resultando em uma falha visível em seu couro cabeludo. Em vídeos publicados nas redes sociais, a jovem mostrou o resultado final e expressou seu constrangimento e o impacto emocional da situação.
A regulamentação vigente estipula que a amostra de cabelo deve ser coletada de maneira cuidadosa, preferencialmente na parte posterior da cabeça, próxima à nuca. O procedimento correto garante que não haja falhas visíveis, limitando a quantidade retirada ao equivalente à espessura de uma caneta esferográfica. Essa quantidade é suficiente para detectar o uso de substâncias psicoativas em uma janela de até 90 dias.
A influenciadora ainda relatou que, além do abalo estético, precisou mudar seu penteado para encobrir a área comprometida. Em suas declarações, ela questionou a postura da clínica, afirmando que não foi previamente informada sobre a quantidade de cabelo que seria retirada.
“Está um buraco.
Não veio um pedido de desculpas. A clínica disse que esclarecerá na segunda-feira, mas e a moça que fez o atendimento?” lamentou a mulher em suas redes.
É importante lembrar que o exame toxicológico é uma exigência para candidatos à primeira habilitação nas categorias A e B, implementada após mudanças na legislação de trânsito.
O teste é realizado através da coleta de cabelo ou pelos, visando identificar o uso recorrente de drogas em um período que varia de 90 a 180 dias, dependendo do tipo de amostra coletada.





