Cidades

Curiosidade: o Rio e a lei seca eleitoral, pode emborcar algumas tacinhas?

O número de estados que podem votar sem lei seca aumenta a cada ano e, neste domingo (4/10), segundo levantamento da Abrasel, 18 das 27 unidades da federação não terão proibição estadual à venda de bebidas alcoólicas no primeiro turno. Em 2018, por exemplo, eram 15 estados sem restrições.

A lei seca eleitoral não está prevista na legislação federal e cada estado decide se a adota e por quanto tempo e, no Rio, ela não é aplicada desde 1996, ou seja, há 30 anos — com a eleição de Luiz Paulo Conde para a prefeitura, o primeiro pleito a usar urnas eletrônicas no Brasil. Ou seja, o carioca pode cumprir seu dever na urna e depois discutir o destino do país no bar, onde todo mundo tem um candidato, uma pesquisa própria e a solução para pelo menos três ministérios.

“A cada eleição, mais estados reconhecem e tratam o eleitor como alguém capaz. Os governos que insistem na proibição estão atrasados em relação à própria sociedade. Punem o empresário e o trabalhador de bares e restaurantes sem nenhum ganho para a segurança do pleito. O eleitor vai à urna, cumpre seu dever e pode almoçar com a família ou encontrar os amigos para acompanhar a apuração. Isso é normalidade democrática”, diz Paulo Solmucci, presidente da Abrasel.

Ganha o pinguço, mas principalmente donos de bares e restaurantes – o Rio, por exemplo, representa 8,10% de todo o eleitorado do Brasil, sendo o terceiro maior colégio eleitoral. Pós-urna, muito desse povo todo, até por ser domingo, não volta pra casa. Pode nem lembrar o endereço (risos!).

Com lei seca em todo território:

Pará

Amazonas
Amapá
Acre
Roraima

Piauí
Maranhão

Com lei seca em zonas específicas:

Bahia
Tocantins
Sergipe

Mato Grosso
Goiás

Ricardo Motta

Ricardo Motta é jornalista e responsável editorial do Rio Hoje Notícias. Atua na cobertura de política, cidades, segurança pública, esportes e acontecimentos do estado do Rio de Janeiro. Contato editorial: contato@riohoje.com.br.
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