May Martinez, mãe de Colleen Slemmer, de 19 anos, assassinada por Christa Pike em 1995, estava entre as pessoas que acompanharam a tentativa de execução da condenada à morte na última quarta-feira, 30, no Tennessee, nos Estados Unidos. Ela e o marido, Raul, viajaram por cerca de 11 horas da Flórida até Nashville para assistir ao procedimento.
Segundo May, ela permaneceu diante da janela da sala de observação durante a execução e manteve os olhos em Pike. “Não tirei os olhos dela. Eu queria que ela se lembrasse de quem Colleen era e do que ela fez, e que nunca se esquecesse disso, não importa aonde ela vá”, afirmou à revista People.
A execução, no entanto, não foi concluída. Pike recebeu duas doses de pentobarbital, medicamento utilizado pelo Tennessee no procedimento, mas permaneceu viva. De acordo com relatos de testemunhas e documentos apresentados pelos advogados, ela continuou respirando e chegou a emitir sons após as aplicações. Posteriormente, foi levada para um hospital, onde, segundo seus advogados, permanecia em estado crítico nesta quinta-feira, 1º.
May e Raul afirmaram que ficaram mais de uma hora aguardando informações depois que Pike foi retirada do local. Segundo o casal, um comissário informou que ela havia sido levada ao hospital, mas disse não saber se ela estava viva ou morta naquele momento. Para a mãe de Colleen, o episódio aumentou a sensação de falta de encerramento do caso. “Não conseguimos justiça pela minha filha”, lamentou.
Christa Pike foi condenada à morte pelo assassinato de Colleen Slemmer, cometido quando tinha 18 anos. Ela se tornou a primeira mulher a ter uma execução marcada no Tennessee em mais de 200 anos. Após a tentativa fracassada, o governador Bill Lee determinou a suspensão das execuções previstas para o restante de 2026 e anunciou uma revisão independente do procedimento. A condenada pode voltar ao corredor da morte.
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