A fragilidade da candidatura de Romeu Zema à presidência da República e a recente desistência de Ricardo Salles da disputa por uma cadeira do Senado podem impactar no desempenho do Novo na busca por outros cargos nas eleições.
Uma das preocupações da legenda é com o eventual desaparecimento da sigla da Alesp, onde possui apenas um representante na atual legislatura, o deputado estadual Leo Siqueira.
Sem puxador de voto e com seus nomes mais conhecidos fazendo campanha para outros partidos, o Novo corre o risco de não eleger nenhum deputado estadual em São Paulo.
Em 2018, a legenda somou quase 700 mil votos e fez quatro cadeiras na Alesp. Quatro anos depois, Leo Siqueira foi o único eleito.
Em 2026, nem mesmo Leo está concorrendo. Ele decidiu trocar o plenário pela produção de conteúdo e educação, onde acredita ter mais alcance do que como voz única numa Casa de 94 deputados.
Para evitar que a sigla fique sem representantes na Alesp, ele tem tentado emplacar Gerson Pires na corrida eleitoral.
É um nome de perfil técnico e de bastidor, associado às pautas de segurança, desburocratização e empreendedorismo. O obstáculo é outro: fora dos círculos políticos e digitais do Novo, seu nome ainda é pouco conhecido.
A aposta de Leo é que sua presença nas redes consiga produzir votos para um candidato que, por conta própria, ainda não tem grande reconhecimento eleitoral.
Sem coligação nas proporcionais, o partido precisa atingir sozinho o quociente eleitoral, e faz isso no pior momento possível: com a campanha presidencial sem aderência e a militância dividida entre a fidelidade ao 30 e o voto útil em Flávio Bolsonaro.





