A epidemia de Ebola na República Democrática do Congo ultrapassou a marca de 4 mil mortes e continua avançando pelo país. Dados divulgados pelo governo nesta sexta-feira (2) apontam 4.018 vítimas e 8.300 casos confirmados em sete províncias. Mais de 2 mil pessoas infectadas já se recuperaram.
O surto é provocado pela cepa Bundibugyo do vírus Ebola e já se tornou o maior e mais letal registrado na história do Congo, superando a epidemia ocorrida entre 2018 e 2020. A atual emergência sanitária começou na província de Ituri e posteriormente alcançou outras regiões do país.
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Apesar de sinais de redução da transmissão em algumas áreas de Ituri, a doença continua se espalhando pelo leste congolês. A província de Kivu do Norte está entre as regiões que registram avanço do vírus, mantendo a pressão sobre as equipes responsáveis pelo controle da epidemia.
A expansão também chegou ao noroeste do país. Ubangi do Sul se tornou a sétima província afetada no mês passado, depois que um homem que havia viajado a partir do leste do Congo morreu em decorrência da infecção. A Organização Mundial da Saúde (OMS) havia registrado a presença do vírus em sete províncias até o fim de setembro.
Em número de mortes, o surto no Congo já ultrapassou a epidemia de 2018-2020 e ocupa a segunda posição entre os maiores surtos de Ebola registrados. O primeiro lugar continua com a epidemia que atingiu Guiné, Libéria e Serra Leoa entre 2014 e 2016, quando mais de 28,6 mil pessoas foram infectadas e mais de 11 mil morreram.
As autoridades congolesas, com apoio da ONU e de organizações internacionais de saúde, mantêm ações para tentar conter a transmissão. O avanço geográfico, porém, dificulta o controle da doença e amplia o desafio de alcançar comunidades afetadas em diferentes partes do país.





