O jornalista Márcio Chaer, fundador e diretor da revista eletrônica Consultor Jurídico (ConJur), morreu na tarde deste sábado (3), em São Paulo, após sofrer um mal súbito durante uma perseguição a um criminoso. Ele havia acabado de ter o celular furtado nas proximidades da Estação Armênia, na região central da capital.
De acordo com as informações sobre o caso, Chaer estava dentro de um veículo quando foi abordado e teve o aparelho levado. Na tentativa de recuperar o celular, ele correu atrás de um dos suspeitos por cerca de cinco minutos.
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Imagens de câmeras de segurança registraram parte da ocorrência (veja acima). Em um dos vídeos, o jornalista aparece perseguindo um homem. Em outra gravação, Chaer, vestido de azul, surge caminhando e, pouco depois, senta na calçada. Pessoas que estavam passando pelo local tentaram ajudá-lo.
O Samu foi chamado, mas a equipe constatou a morte do jornalista ainda no local. A Polícia Militar procura imagens que possam ajudar na identificação dos envolvidos no furto. A SSP informou que foram solicitadas perícia e exames ao IML. O caso foi registrado no 8º Distrito Policial (Brás).
Márcio Chaer fundou o Consultor Jurídico em 1997 e transformou a publicação em uma referência nacional na cobertura do Judiciário. O veículo destacou a trajetória do jornalista e afirmou que ele deixa uma rede de amigos entre jornalistas, magistrados, advogados e outros profissionais do Direito.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva lamentou a morte e destacou a atuação de Chaer em defesa do Estado Democrático de Direito. Segundo Lula, o jornalista abriu espaço para críticas a abusos e violações durante o período da Lava Jato.
Recebo com imensa tristeza o trágico falecimento do jornalista Márcio Chaer, fundador da revista Conjur. Chaer foi pioneiro ao, em 1997, inaugurar um site dedicado ao jornalismo jurídico, tornando-se referência para aqueles assuntos que, até então, estavam distantes da sociedade.
Defensor inegociável do Estado Democrático de Direito, Chaer pautou sua atuação jornalística na coragem e no sentimento de justiça. No auge da Lava Jato, não hesitou em abrir espaço para críticas aos abusos e violações então cometidas.
Aos familiares, amigos e colegas do Conjur, expresso meus sentimentos neste momento de dor.
A Secretaria de Comunicação do Estado de São Paulo também manifestou pesar e ressaltou a contribuição de Chaer para o jornalismo brasileiro e para a ampliação do acesso da população a informações sobre o Direito e o Poder Judiciário.
O Governo do Rio de Janeiro, por meio do governador em exercício, desembargador Ricardo Couto, também lamentou a morte. Em nota, destacou que o trabalho de Chaer ampliou o acesso ao debate legislativo e contribuiu para a defesa do Estado Democrático de Direito.





