O chefe da Missão de Observação Eleitoral da Organização dos Estados Americanos (OEA), José Miguel Insulza, visitou na manhã deste domingo, 4, um local de votação na Asa Sul, em Brasília.
A missão está no Brasil a convite do Tribunal Superior Eleitoral para acompanhar os dois turnos das eleições. O grupo é formado por 91 observadores, o maior número já mobilizado pela organização em terras brasileiras. Além do Distrito Federal, a equipe acompanhará as eleições em 20 estados.
“Ao longo do dia estamos prestando atenção a cada etapa do processo, desde a instalação das mesas”, disse Insulza. “Cada vez reportamos menos incidentes nos processos eleitorais da nossa região”. Questionado por jornalistas em Brasília, o chefe da missão não quis comentar acusações de interferência dos Estados Unidos nas eleições brasileiras.
A organização vai publicar na terça-feira 6 um relatório sobre o acompanhamento do processo eleitoral. A OEA atua na observação eleitoral no Brasil desde 2018, tendo acompanhado os pleitos presidenciais de 2018 e 2022, assim como as eleições municipais 2020 e 2024.
Ao todo, junto à OEA, mais de 140 observadores de sete organizações internacionais vão acompanhar a preparação, a votação e a apuração deste domingo, São elas:
Organização dos Estados Americanos (OEA)
Parlamento do Mercosul (Parlasul)
União Europeia
Liga dos Estados Árabes (LEA)
Rede dos Órgãos Jurisdicionais e de Administração Eleitoral dos Países de Língua Portuguesa (Roaje-CPLP)
União Interamericana de Organismos Eleitorais (Uniore)
Rede Mundial de Justiça Eleitoral (RMJE)
Além das organizações internacionais convidadas formalmente, entidades nacionais da sociedade civil também poderão participar como observadores nas eleições, desde que tenham feito um pedido ao TSE. Instituições como o Transparência Eleitoral Brasil, Associação Nacional das Defensoras e Defensores Públicos (Anadep) e a Universidade Federal da Integração Latino-Americana estão entre os credenciados para atuarem como observadores eleitorais.
(Com Agência Brasil)





