O ex-presidente Jair Bolsonaro pediu nesta segunda-feira, 5, ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que ele antecipe o fim da proibição de visitas e permita que seu filho mais velho, Flávio Bolsonaro, o visite na prisão domiciliar. Em julho deste ano, o magistrado suspendeu as visitas do senador ao pai por 90 dias, por conta de uma carta, lida por Flávio em uma live, direcionada ao público brasileiro. Na época, Moraes interpretou o gesto como uma tentativa de burlar a proibição do ex-presidente de falar com o público.
Neste domingo, 4, Flávio obteve 47,03% dos votos, o que representa a escolha de mais de 56 milhões de brasileiros. Ele irá para o segundo turno, em 25 de outubro, com o presidente Lula, que teve 45,16% (em números, mais de 53 milhões de votos).
No pedido desta segunda, os advogados de Jair Bolsonaro argumentaram que não existe mais a urgência que justificava a proibição das visitas. “Consideradas as circunstâncias atuais e o lapso temporal já transcorrido, entende-se que não mais se mostra necessária a manutenção de regime excepcionalmente restritivo de visitas, sendo possível o restabelecimento, desde logo, de sua realização nos moldes ordinariamente estabelecidos por essa Relatoria, evidentemente com observância das condições de fiscalização e das demais cautelares vigentes”, diz trecho do pedido.
Eles pediram para que o regime de visitas a Bolsonaro seja restabelecido e que, excepcionalmente, o ex-presidente possa receber Flávio. A ordem de suspensão das visitas foi dada no dia 13 de julho — cujos 90 dias previstos acabariam, segundo a defesa, no dia 11 de outubro, próximo domingo.
(em atualização)





