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Trump ordena execução por fuzilamento de autor de ataque contra base militar nos EUA

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ordenou a execução por fuzilamento de Nidal Hasan, ex-major e ex-psiquiatra do Exército americano condenado à morte pelo ataque que deixou 13 pessoas mortas na base militar de Fort Hood, no Texas, em 2009. A decisão foi anunciada pelo Pentágono nesta segunda-feira, 5.

A execução foi aprovada por Trump após recomendação do secretário de Defesa, Pete Hegseth. Segundo o porta-voz do Pentágono, Sean Parnell, caberá agora ao secretário do Exército, Adam Telle, definir a data, o horário e o local do fuzilamento.

“O dia do julgamento de Hasan finalmente chegou”, disse Parnell.

Execuções militares são raras nos EUA. Caso a pena de Hasan seja cumprida, será a primeira desde 1961, quando um condenado foi enforcado, segundo o grupo Death Penalty Action. A última execução conhecida por fuzilamento realizada pelas Forças Armadas americanas teria ocorrido em novembro de 1945.

O governo Trump ampliou recentemente os métodos autorizados para execuções de condenados pelos crimes federais mais graves. Além da injeção letal, a lista passou a incluir opções como fuzilamento, cadeira elétrica e asfixia por gás. A ampliação ocorreu, em parte, diante das dificuldades para obter os medicamentos utilizados nas injeções letais.

Na semana passada, os planos do estado do Tennessee de executar uma mulher pela primeira vez em mais de 200 anos deram errado após as autoridades administrarem duas doses de injeção letal sem que ela perdesse a vida. Christa Pike, de 50 anos, permanece internada em estado crítico em um hospital de Nashville.

O ataque

Hasan, hoje com 56 anos, abriu fogo com uma pistola equipada com mira a laser em uma instalação médica da base militar, matando doze soldados da ativa que estavam desarmados e um militar aposentado em 2009. Outras 32 pessoas ficaram feridas.

Segundo Parnell, o atirador gritou “Allahu Akbar”, expressão árabe que significa “Deus é maior”, durante o atentado. Hasan posteriormente descreveu o ataque como uma retaliação às guerras dos Estados Unidos no mundo muçulmano.

Um tribunal militar condenou o ex-militar à morte em agosto de 2013, após considerá-lo culpado de 45 acusações de homicídio premeditado e tentativa de homicídio premeditado. Durante sua prisão, ele foi baleado pela polícia, ficou parcialmente paralisado e passou a usar cadeira de rodas.

Ricardo Motta

Ricardo Motta é jornalista e responsável editorial do Rio Hoje Notícias. Atua na cobertura de política, cidades, segurança pública, esportes e acontecimentos do estado do Rio de Janeiro. Contato editorial: contato@riohoje.com.br.
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