Graduandos do curso de Economia da Universidade Federal do Mato Grosso (UFMT) passaram a ser investigado após serem denunciados por praticar racismo e misoginia em massa em grupos de Whatsapp. Inicialmente, as denúncias teriam sido feitas por outros alunos do curso diretamente com a faculdade, que decidiu repassar as informações para a Polícia Civil do estado.
Segundo os relatos, as menifestações de cunho discriminatório começaram em um grupo chamado ‘Informes Economia’, que era utilizado pelos alunos para compartilhar e divulgar informações gerais sobre o curso. Os ataques começaram quando um dos estudantes respondeu uma mensagem com uma figurinha de Whatsapp de teor deliberadamente racista e acabou removido pela moderação do grupo.
Logo após a remoção, outro integrante teria chamado um aluno de ‘carvão’, também sendo removido do grupo. Com isso, as configurações do grupo online teriam sido alteradas, onde apenas a moderação ficou permitida de enviar mensagens.
Os ataques, então, migraram para um outro grupo, chamado de ‘Geral’, onde os graduandos compartilhavam informações sobre uma das atléticas da universidade. Nesse grupo, a mensagens criminosas ganharam um volume maior, com frases e figurinhas racistas e misóginas sendo enviadas.
‘Por causa de vc os preto lá ta achando q tem direito agora‘, disse um dos acusados ao se referir a um colega de curso.
Além disso, figurinhas foram utilizadas para praticar o crime. Em uma delas, dois emojis eram separados como ‘negro / pessoa’. Em outra, uma mulher negra fazia um exame de ultrassom onde o recém-nascido era representado por um macaco.
Em nota, a direção do curso de Economia da UFMT escreveu:
‘O Centro Acadêmico de Ciências Econômicas não se calará diante do racismo e da misoginia. Defendemos que os fatos sejam devidamente apurados e que os responsáveis sejam investigados e responsabilizados, conforme as normas e os procedimentos institucionais aplicáveis.‘
A investigação é acompanhada pela Polícia Civil com apoio da universidade. Também foi informado que os alunos acusados foram suspensos da instituição de ensino.



