O PSDB decidiu não declarar apoio formal a nenhum dos candidatos que disputarão o segundo turno da eleição presidencial. Em nota divulgada nesta quinta-feira, 8, o presidente nacional da legenda, Aécio Neves, informou que os filiados estarão livres para se manifestar como considerarem adequado na disputa entre Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
A decisão foi tomada após uma consulta aos diretórios do partido em todo o país. Segundo o comunicado, a maioria das estruturas estaduais se dividiu entre a neutralidade e o apoio a Flávio, enquanto apenas uma pequena minoria manifestou preferência por Lula.
“O PSDB, após consultar seus diretórios em todo o país e constatar que a maioria deles se divide entre a neutralidade e o apoio a Flávio Bolsonaro no segundo turno das eleições presidenciais, enquanto uma pequena minoria se manifesta pelo apoio ao presidente Lula, decide, ouvida a Executiva Nacional, pela liberação dos seus membros para se manifestarem da forma que considerarem mais adequada nesse segundo turno”, afirmou Aécio.
A legenda também reafirmou, no comunicado, seu compromisso com a democracia e declarou esperar que o próximo presidente conduza o país “no caminho da prosperidade, da justiça e da pacificação nacional”.
A decisão ocorre depois de o PSDB encerrar o primeiro turno com a eleição de um governador, dois senadores, 11 deputados federais e 27 deputados estaduais. A Federação PSDB-Cidadania também alcançou a cláusula de desempenho pelo critério de votação.
Na disputa presidencial, Flávio Bolsonaro terminou o primeiro turno à frente de Lula, com 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% do petista, segundo o Tribunal Superior Eleitoral. Os dois se enfrentam no segundo turno marcado para 25 de outubro.
A decisão do PSDB acompanha um movimento de outras siglas que chegaram ao segundo turno sem um candidato próprio e optaram por não fechar uma posição nacional única. O PSD, por exemplo, também decidiu liberar seus filiados para apoiar qualquer um dos dois candidatos. Podemos, União Brasil, Republicanos e PP caminham com Flávio.





