O fim da escala 6×1 e seus impactos
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) celebrou, em suas redes sociais, a aprovação do fim da escala de trabalho 6×1, uma medida aguardada que agora se concretiza. A decisão foi chancelada pelo Senado no dia 14 de outubro de 2026 com impressionantes 75 votos a 1. Além disso, a proposta reduz a jornada de trabalho semanal de 44 para 40 horas sem qualquer diminuição salarial.
Lula frisou a importância dessa mudança, afirmando que “hoje é dia de comemorar uma conquista histórica de milhões de trabalhadores e trabalhadoras.” Em seu post no X (antigo Twitter), ele enfatizou que a extinção da escala 6×1 permite que os trabalhadores tenham mais tempo para viver, desfrutar da família e cuidar de si.
A transição e suas etapas
A proposta de emenda à Constituição (PEC) estabelece que a transição para a redução da jornada será feita em duas etapas. A primeira redução, de 44 para 42 horas semanais, ocorrerá 60 dias após a promulgação da emenda. A segunda fase, que reduzirá a carga para 40 horas, acontecerá 12 meses depois, totalizando um período de transição de 14 meses.
Essa mudança estratégica visa melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores brasileiros. Com mais tempo livre, espera-se que milhões possam aproveitar momentos com suas famílias, além de cuidar da saúde mental e física, essenciais para um bom desempenho no trabalho.
A história da proposta
O texto que encerra a escala 6×1 estava em tramitação no Senado desde maio deste ano, tendo recebido análise favorável da Câmara dos Deputados antes disso. Durante muito tempo, a jornada de trabalho excessiva foi uma questão debatida, com diversos setores clamando por mais equilíbrio entre vida pessoal e profissional.
Muitos especialistas acreditam que essa é uma medida alinhada com as tendências globais de trabalho mais flexível e condições mais humanizadas para os trabalhadores, refletindo uma mudança cultural em relação ao labor moderno.


