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Deputado Márcio Canella preso em operação da Polícia Federal

Deputado Márcio Canella é preso em operação da Polícia Federal envolvendo corrupção e lavagem de dinheiro no Rio de Janeiro.

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Operação Unha e Carne em Foco

A oitava fase da Operação Unha e Carne, deflagrada pela Polícia Federal, foi realizada nesta quinta-feira (15) e resultou em ações em Armação dos Búzios e em outras seis cidades do Estado do Rio de Janeiro.

Entre os alvos da operação estava o deputado estadual Márcio Canella e o ex-secretário de Polícia Civil Marcus Amim, ambos implicados em uma investigação que envolve uma organização criminosa armada com forte atuação em lavagem de dinheiro, corrupção e cartel.

A magnitude da operação revela a complexidade e o alcance do esquema, que utilizava uma rede de postos de combustíveis na Região Metropolitana para lavagem de recursos ilícitos, como evidenciado por dados do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF), que apontam movimentação financeira superior a R$ 7,6 bilhões nos últimos seis anos.

Desdobramentos e Cumprimento de Mandados

Ao todo, foram emitidos 16 mandados de busca e apreensão e seis de prisão preventiva. As cidades envolvidas incluem Armação dos Búzios, Rio de Janeiro, Niterói, São Gonçalo, Petrópolis, Angra dos Reis e Nova Iguaçu, refletindo a abrangência do esquema.

A Corregedoria da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro colaborou no cumprimento dos mandados direcionados aos policiais civis envolvidos.

As prisões realizadas incluíram outros nomes destacados, como o inspetor da Polícia Civil Pablo Jukia Felix Ferreira e mais três indivíduos relacionados ao caso.

Impacto Político e Respostas Legais

A operação é um desdobramento da sexta etapa da mesma investigação, que ocorreu em julho e já havia colocado em foco o deputado Canella e o ex-secretário Amim. As ações fazem parte da Força-Tarefa Missão Redentor II, criada para desarticular organizações criminosas no Rio de Janeiro.

Em resposta à operação, a defesa de Márcio Canella optou por não comentar as acusações no momento, alegando a falta de acesso aos autos do processo.

As tentativas da reportagem para obter respostas de outros investigados ou suas defesas também não foram bem-sucedidas, deixando o espaço aberto para futuras manifestações.

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