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Justiça proíbe deputada de incentivar demissões por política

Justiça proíbe deputada de discriminar trabalhadores por convicções políticas após post que incentiva demissões de eleitores de Lula.

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Decisão da Justiça do Trabalho

A Justiça do Trabalho determinou que a deputada estadual Índia Armelau (PL-RJ) se abstenha de incentivar a discriminação, demissão ou perseguição de trabalhadores com base em suas convicções políticas. A decisão foi proferida em resposta a uma postagem feita pela parlamentar, que foi a mais votada na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) este ano.

Na publicação, Índia Armelau pediu aos empregadores que demitissem eleitores do presidente Lula (PT), afirmando: “Empresário, olha a rede social do teu funcionário aí e confere se ele fez o L.

Acho que não faz sentido nenhum manter na tua empresa quem odeia empresários.” Este comentário gerou uma ação civil pública do Ministério Público do Trabalho (MPT) contra a deputada, que pode resultar em uma condenação de R$ 500 mil.

O MPT argumenta que a mensagem da deputada incentiva o assédio eleitoral e a discriminação por convicção política, uma vez que parte de uma figura pública com alta influência pode dar a entender que tal prática é aceitável. A procuradora Fernanda Barbosa Diniz ressaltou que a imunidade parlamentar não é um escudo para discursos que promovam discriminação.

Medidas exigidas pela Justiça

O juiz Leonardo Saggese Fonseca, em sua decisão, enfatizou que como membro do parlamento, a deputada deve prezar pela liberdade de expressão, mas deve fazê-lo de maneira respeitosa, promovendo a democracia e aceitando as diversas opiniões políticas dos cidadãos. A liminar estipula que ela deve remover as postagens em que incita essa prática, especialmente nas redes sociais e aplicativos de mensagens, sob pena de multa diária de R$ 5 mil em caso de descumprimento. A deputada tem um prazo de 48 horas para cumprir a decisão.

Repercussões e declarações da deputada

Após a divulgação da ação pelo MPT, Índia Armelau publicou um vídeo onde afirmou ter “liberdade para falar” e continuou defendendo sua campanha de não contratação de pessoas que “odeiam empresários”. Além disso, fez comentários polêmicos sobre o Nordeste, sugerindo que apoiadores do PT deveriam se mudar para a região, associando-a a problemas como analfabetismo, violência e pobreza. Tais declarações foram amplamente criticadas e contribuíram para acirrar o debate sobre liberdade de expressão e responsabilidade de figuras públicas no cenário político brasileiro.

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