Nova prisão de Senival Moura
O vereador Senival Moura, ativo na Câmara Municipal de São Paulo, foi detido novamente na manhã desta quarta-feira, 28 de outubro de 2026, em sua residência. Esta ação policial ocorre após sua prisão anterior em junho, sob a suspeita de envolvimento em um esquema de lavagem de dinheiro relacionado ao Primeiro Comando da Capital (PCC), operando dentro do sistema de transporte público na capital paulista.
Operação e mandados de prisão
A Secretaria de Segurança Pública (SSP) informou que, além de Senival, outros quatro indivíduos foram alvo de mandados de prisão preventiva na operação deflagrada hoje. Os investigados respondem por organização criminosa e lavagem de dinheiro, com foco na empresa Transunião Transportes.
Dois dos alvos ainda não foram localizados e estão sendo procurados pelas autoridades. A operação foi realizada pelo Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) em conjunto com o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público de São Paulo (MPSP).
Apreensões e valores
Durante a operação, os agentes apreenderam quantias significativas em dinheiro: R$ 158,9 mil, além de US$ 2.417 e € 1.465. Foram confiscados também 10 veículos de luxo, incluindo marcas como Porsche e BMW, perto de 40 relógios e joias valiosas. No total, 21 imóveis foram retidos, 408 veículos tiveram suas atividades restringidas e seis embarcações foram bloqueadas.
A denúncia do Ministério Público
A ação de hoje segue a denúncia formal apresentada pelo MPSP, que incluiu Senival e mais 20 envolvidos em um esquema mais amplo, em outubro. Esta situação evidencia uma rede complexa de atividades ilícitas que extrapola o transporte público, sugerindo intenções de expansão do PCC em áreas como saúde e serviços sociais.
Defesa do vereador e contexto legal
A defesa de Senival contestou a decisão de prisão, alegando falta de fundamentação concreta que justificasse tal medida. O vereador reafirma sua inocência e manifestou confiança na Justiça desde o início das investigações, tendo registrado sua inocência em um vídeo nas redes sociais após sua liberação anterior em agosto.
Vale ressaltar que em agosto, o Tribunal de Justiça de São Paulo reconheceu a ilegalidade de sua prisão temporária, levando ao seu relaxamento por extrapolação de prazo legal. A defesa argumenta que a prisão preventiva não deve ser uma antecipação de pena, ressaltando a importância da observância das garantias constitucionais durante o processo.
Perspectivas futuras
Com a continuidade do processo, a defesa do vereador planeja adotar medidas judiciais cabíveis para contestar a legalidade da nova custódia, reafirmando sua posição e compromisso com a justiça e a verdade.


