Investigação em Foco
O governo federal revelou estar monitorando a investigação de 45 casos de violência política registrados entre o sábado (24), véspera do segundo turno das eleições, até o dia 27 de outubro de 2026. Esses episódios incluem crimes como abuso de autoridade, lesões corporais e até homicídios.
A divulgacão dos detalhes ocorreu em uma coletiva de imprensa no Ministério da Justiça e Segurança Pública, na qual o governo anunciou novas iniciativas voltadas à prevenção e combate à violência política em todo o país.
Declarações do Ministro
Guilherme Boulos, ministro da Secretaria Geral da Presidência da República, enfatizou a importância da punição dos autores desses crimes, afirmando: “Isso não cabe na democracia. Isso é próprio de barbárie. Isso não pode ficar impune e não ficará impune”.
Dados Preocupantes
Desde o início do acompanhamento, foram contabilizadas dez mortes, sendo três indígenas. As formas de violência relatadas variam de agressões físicas, disparos, atropelamentos, além de episódios de abuso de autoridade e violência policial.
Os estados que registraram a maior parte dos incidentes incluem São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Paraná e Santa Catarina.
Investigação e Acompanhamento
O Ministério da Justiça determinou que as investigações sejam conduzidas em nível federal, com apoio da Polícia Federal e supervisão do Ministério Público Federal.
Além disso, Ademar Borges, secretário-executivo do Ministério da Justiça, mencionou casos de assédio eleitoral no ambiente de trabalho e de violência virtual, destacando a intolerância política presente nas redes sociais.
Marco Civil da Internet
O governo está monitorando o cumprimento das obrigações das plataformas de redes sociais conforme definido no Marco Civil da Internet. A legislação exige que postagens criminosas sejam removidas sem necessidade de notificação, sob pena de responsabilização das plataformas.
Acompanhamento de Abusos Policiais
Quanto aos casos de abuso de autoridade envolvendo a força policial contra apoiadores do candidato Lula, o governo afirmou que aguardará o desfecho das investigações internas nas corregedorias competentes. Entretanto, ofícios foram enviados aos órgãos responsáveis, informando sobre o acompanhamento das apurações.


