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Campanha de Lula Agrava Contas Públicas e Exige Ajuste Maior

Estudo aponta que medidas de Lula agravam contas públicas e exigirão ajustes significativos para estabilizar economia.

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Instituição Fiscal Independente Alerta sobre Ajustes Necessários

A Instituição Fiscal Independente (IFI), vinculada ao Senado Federal, divulgou nesta quinta-feira que as medidas sugeridas durante a campanha presidencial do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) contribuíram para uma deterioração das contas públicas, que já se encontravam em situação crítica.

O Relatório de Acompanhamento Fiscal (RAF) de outubro ressalta que, em virtude desse agravamento, será necessário implementar um ajuste fiscal mais severo do que o inicialmente previsto para preservar o equilíbrio econômico do país.

O estudo da IFI aponta que apenas o reajuste do Bolsa Família, juntamente com a perda da arrecadação proveniente das apostas esportivas (Bets) e o pacote voltado para microempreendedores individuais (MEIs), resulta em um déficit adicional no orçamento de R$ 40 bilhões para 2027.

Além dessas medidas, a campanha de Lula sugeriu a extensão do programa Pé de Meia para os estudantes de ensino superior e a isenção das tarifas de transporte coletivo nos finais de semana, que devem ser concretizadas por meio de uma Proposta de Emenda Constitucional.

Projeções Preocupantes para o Futuro Econômico

A IFI também projeta que, para o presente ano, o governo deverá registrar um déficit da ordem de 0,5% do Produto Interno Bruto (PIB). Com os novos compromissos assumidos, a instituição acredita que é viável vislumbrar um déficit primário efetivo de até 1% do PIB para 2027.

O órgão enfatiza que será necessário um superávit primário de 2,1% do PIB para estabilizar a relação entre a dívida pública e o PIB, o que exige um ajuste fiscal correspondente a, aproximadamente, 3 pontos percentuais do PIB.

Adicionalmente, a IFI lembrou das flutuações no mercado financeiro que ocorreram após a vitória de Lula e afirmou que um anúncio rápido e claro de um plano econômico consistente, além da definição de quem ocupará o cargo de Ministro da Fazenda, pode ajudar a acalmar os mercados. Essa medida poderia estabilizar as expectativas econômicas e promover um novo ponto de equilíbrio na economia.

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