Contexto da Prisão e Operação Unha e Carne
Preso na 5ª fase da Operação Unha e Carne, em 2 de julho, o pastor Márcio Poncio atualmente se encontra em prisão domiciliar. No dia 29 de outubro de 2026, ele novamente se tornou alvo da Polícia Federal (PF) na 9ª fase da operação, que mira uma organização criminosa voltada para lavagem de dinheiro e ocultação de bens e valores. A PF encontrou evidências de uma rede patrimonial composta por imóveis de alto padrão, aeronaves executivas e veículos luxuosos.
A investigação não se limita apenas a Poncio. Bernardo Coutinho Loyola, sobrinho do conhecido bicheiro Adilson Oliveira Coutinho Filho, ou Adilsinho, também é investigado e é descrito como um dos principais operadores do esquema. A operação foi desencadeada após análises de dados extraídos do celular de Poncio, que é pai da influenciadora Sarah Poncio e do cantor Saulo Poncio, conhecidos por sua presença nas redes sociais.
Mandados Judiciais e Ações da PF
Quatro mandados de busca e apreensão foram cumpridos na Barra da Tijuca, com ordens expedidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Os endereços incluem salas comerciais do pastor, identificadas pela PF como estruturas operacionais e administrativas da organização criminosa. A corporação reportou a utilização frequente de dinheiro em espécie e movimentações financeiras que carecem de rastreabilidade.
Entre as descobertas estão empresas registradas em nome de familiares e colaboradores próximos, mas que ainda estariam sob controle de figuras envolvidas no crime organizado. A fase anterior da operação, a 5ª, também se concentrou em pagamentos de jogos de azar e conexões com a “Máfia do Cigarro”, levando à prisão de Adilsinho e outros suspeitos. Márcio Poncio é caracterizado por seu envolvimento na indústria do tabaco, ganhando fama como o “pastor do cigarro”.
Histórico da Operação Unha e Carne
A Operação Unha e Carne foi iniciada em dezembro de 2025, visando investigar vazamentos de informações sobre ações policiais contra o Comando Vermelho, uma das facções criminosas mais significativas do Brasil. A primeira fase focou no deputado Rodrigo Bacellar, que teria vazado informações sigilosas, comprometendo operações da PF. Desde então, várias fases já foram realizadas, envolvendo prisões de políticos e magistrados, além da identificação de um esquema complexo de corrupção.
Na 4ª fase, o deputado Thiago Rangel foi detido por fraudes em contratos da educação estadual. Na 6ª fase, focou-se em lavagem de dinheiro através de uma rede de postos de combustíveis, resultando na prisão de figuras como Márcio Canella e Marcus Amim, que foram implicados em crimes armados e corrupção. A operação continua a desdobrar-se, revelando a profundidade da corrupção política e do crime organizado no Rio de Janeiro.


