O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) teve um aumento significativo em sua base de seguidores nas redes sociais, alcançando mais de 26,9 milhões, um crescimento de 8 milhões desde junho, quando ele contava com 18,6 milhões. Os dados mais recentes indicam que a maior parte desse aumento veio do Instagram, onde ele passou de 10,6 milhões para 17 milhões de seguidores, e do Facebook, que saltou de 3,5 milhões para 5,1 milhões.
Esse crescimento impressionante ocorre em um cenário conturbado, já que Flávio não apenas perdeu a eleição presidencial para Lula, mas também se viu em meio a controvérsias. Mensagens suas nas redes sociais tiveram grande engajamento, com algumas superando 6 milhões de visualizações. Durante a campanha, essas plataformas foram utilizadas para debater os principais temas eleitorais, destacando seu forte poder de comunicação.
Contudo, esse mesmo poder pode se tornar uma “arma destrutiva” caso não seja manuseado adequadamente. O alerta é do estrategista político Marcelo Senise, que observa que, apesar do alto número de seguidores, Flávio pode estar se isolando ao não alinhar suas comunicações com sua base. Senise menciona que, ao se autoproclamar presidente da República, ele afastou potenciais aliados dentro do PL e gerou reações negativas entre os internautas.
Um levantamento conduzido por Senise mostra que 74% dos usuários demonstraram um sentimento adverso em relação à carta onde Flávio se autoproclamou. Embora posteriormente tenha tentado corrigir a situação, o estrago já estava feito.
A mensagem foi mal recebida, até mesmo entre os apoiadores tradicionais. Senise conclui que, em tempos de redes sociais, o risco de um político cometer um “suicídio da reputação” aumenta, ressaltando que ter um grande número de seguidores não significa automaticamente influência positiva.


