A reeleição de Lula, ocorrida em 25 de outubro de 2026, destacou a importância do apoio digital na mobilização eleitoral. Uma figura central nesse processo foi o deputado federal André Janones (Rede-MG), que atuou como líder de uma vasta rede de militantes. Seu esforço não apenas fortaleceu a campanha nas redes sociais, mas também criou uma ligação direta com mobilizações populares, particularmente entre grupos estudantis que apoiavam o candidato petista.
De acordo com a Quaest Consultoria, o Índice de Popularidade Digital (IPD), desenvolvido por Felipe Nunes, avalia a eficácia de candidatos nas redes sociais com base em 175 variáveis. O índice mensura a fama, engajamento e mobilização em plataformas como Facebook, Instagram, X (antigo Twitter), TikTok, Wikipédia, Google e YouTube. O desempenho neste índice é fundamental para entender a capacidade de transformar presença digital em votos.
No primeiro turno, Flávio Bolsonaro se destacou com 80 pontos no IPD, enquanto Lula alcançou 70,7 pontos. No entanto, após Janones ser designado para coordenar a estratégia digital, a popularidade de Lula disparou para 83,3 pontos, enquanto Bolsonaro caiu para 80,4. Essa alteração não apenas fez Lula ultrapassar seu oponente nas métricas digitais, como também ocorreu em um momento crítico, onde o “general” Janones mobilizou uma estratégia intensa no WhatsApp, reforçando o engajamento dos eleitores. Nos dias que antecederam o segundo turno, Lula manteve uma média de 82,7 pontos, comparado a 76,2 de seu adversário, resultando em uma vitória final de 4,4 milhões de votos.
Nunes enfatiza que Janones foi crucial para energizar e coordenar a base de apoio da esquerda, algo inédito nas eleições anteriores. Ao contrário do cenário de 2018, onde Bolsonaro dominou as interações digitais, a campanha de Lula conseguiu içar a atenção nas redes sociais, obrigando os eleitores a se unificarem em torno de sua candidatura. A mobilização liderada por Janones, que alinhou estratégia digital com protestos em massa, foi um dos fatores decisivos na vitória de Lula e ilustra a nova dinâmica nas campanhas eleitorais contemporâneas, onde a luta pela atenção do eleitor é cada vez mais crucial.

