A Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear) expressou preocupação nesta quarta-feira (1º) sobre o reajuste de 54,6% no preço do querosene de aviação (QAV), destacando que este aumento poderá trazer “consequências severas” para a indústria aérea nacional.
O reajuste, somado a um aumento anterior de 9,4% que entrou em vigor em 1º de março, resulta em custos operacionais de QAV representando agora 45% das despesas das companhias aéreas. A Abear enfatiza que essa situação tem implicações diretas na abertura de novas rotas e na oferta de serviços, comprometendo a conectividade aérea e a democratização do transporte no país.
Impactos Econômicos do Reajuste
A nota divulgada pela Abear alerta sobre as dificuldades que as empresas enfrentarão devido ao novo preço do combustível. Mesmo com mais de 80% do QAV consumido no Brasil sendo produzido internamente, o formato de precificação adota a paridade internacional.
- O que isso significa? As oscilações do preço do barril de petróleo fora do Brasil afetarão diretamente os custos locais, intensificando os desafios financeiros enfrentados pelas companhias aéreas.
- A Abear reivindica a implementação de medidas que visem mitigar os impactos negativos decorrentes do aumento, a fim de assegurar o crescimento do setor e a sustentabilidade das operações.
O futuro do transporte aéreo no Brasil pode estar em risco se as condições não forem ajustadas rapidamente, sugerindo a necessidade de um diálogo ativo entre as companhias aéreas e as autoridades reguladoras.
Reportagem em atualização



