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Protesto no México Derruba Estátuas da Copa por Salários Justos

Protesto de Professores em Busca de Direitos

No dia 2 de junho de 2026, uma manifestação significativa ocorreu na Cidade do México, quando professores e membros da Coordenação Nacional dos Trabalhadores da Educação (CNTE) derrubaram estátuas de jogadores da Copa do Mundo como parte de uma série de protestos por melhores salários e condições de trabalho. Os manifestantes exibiram slogans como ‘se não houver solução, a bola não rola’, expressando seu descontentamento com o governo.

Destruição e Símbolos de Resistência

A Avenida de la Reforma, uma das mais emblemáticas da capital mexicana, foi palco de um evento que atraiu a atenção de centenas de pessoas. As estátuas, com cinco metros de altura, representavam jogadores de várias seleções, incluindo Bélgica, França e Espanha. Em um ato simbólico, os professores usaram cordas para derrubar as figuras enquanto queimavam seus uniformes em fogo, enfatizando a gravidade de suas reivindicações.

Contexto do Protesto

A manifestação foi organizada por um grupo dissidente da CNTE, que já havia desafiado a liderança tradicional do sindicato. Com a aproximação da Copa do Mundo de 2026, os organizadores ameaçaram intensificar as mobilizações durante o evento, destacando a urgência de suas demandas. A presidente do México, Claudia Sheinbaum, caracterizou os protestos como pacíficos, mas o governo também emitiu um comunicado solicitando retorno às negociações com os professores.

Reivindicações dos Professores

  • Salários mais altos para os docentes;
  • Revogação de uma lei previdenciária considerada prejudicial;
  • Rejeição de um aumento salarial de apenas 9% acordado entre a liderança oficial e o governo.

Juan Pablo de la Cruz, professor há duas décadas, questionou a reação do governo: “Se [Sheinbaum] chama de crime derrubar estátuas, como ela chamará a retirada de nossos direitos? Precisamos ser coerentes”.

Repercussões e Ações Futuras

Com a polícia não intervindo na ação, os protestos demonstram a crescente insatisfação da classe docente no país. Com o clima político aquecido e a proximidade da Copa, a CNTE promete intensificar suas lutas caso suas demandas não sejam atendidas adequadamente.

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