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O Acirrado 2º Turno Eleitoral no Peru: Fujimori vs Sánchez

Candidatos encerram campanha com apoio popular

Na última quinta-feira (4), os candidatos ao segundo turno da eleição presidencial no Peru, Keiko Fujimori e Roberto Sánchez, encerraram suas campanhas em comícios repletos de apoiadores, diante de um clima de tensão e expectativa. As eleições, marcadas pela criminalidade e instabilidade política, se aproximam, deixando milhões de peruanos ansiosos.

Keiko Fujimori: A luta contra o caos

Aos gritos de “Keiko para presidente“, a candidata direitista, filha do ex-presidente autocrático Alberto Fujimori, clamou por um voto que “evite o caos e o retrocesso” no país. Keiko, que já havia disputado a presidência outras três vezes, reafirmou seu compromisso com a estabilidade e a segurança no Peru.

“Queremos um governo que nos traga paz, que restaure a ordem!”, destacou Fujimori, ressaltando sua longeva carreira política e seu desejo de ganhar a confiança do eleitorado. Essa mensagem ecoou especialmente entre os eleitores que temem uma vitória da esquerda, que associam a regimes de Cuba e Venezuela.

Roberto Sánchez: Uma proposta de mudança radical

Por outro lado, Roberto Sánchez, representante da esquerda e ex-ministro, encerrou sua campanha prometendo democracia e um fim à corrupção. Usando um chapéu camponês simbolizando suas raízes, Sánchez atacou Fujimori e sua suposta conexão com a corrupção, prometendo uma transformação radical do país.

“Esta será a quarta derrota de Keiko”, declarou, enquanto apoiadores o aplaudiam. Sua mensagem ressoou entre aqueles que são atingidos pela insegurança e criminalidade, que cresceram significativamente nos últimos anos.

Desafios na véspera da votação

A pesquisa mais recente indica que os dois candidatos estão em empate técnico, com um quinto do eleitorado indeciso, evidenciando a frustração com a classe política do Peru, que já presenciou a ascensão e queda de oito presidentes em apenas uma década.

Contexto de criminalidade no Peru

Com uma taxa de homicídios em Lima de 23 por 100 mil habitantes em 2025, o medo e a frustração dominam o cotidiano dos peruanos. A insegurança está exacerbada pela corrupção, e Sánchez afirmou que sua proposta de “morte civil” para corruptos é uma maneira de reformar o sistema político.

Enquanto isso, Keiko apresentou seu plano de segurança como a chave para restaurar a ordem. Em um país onde o voto é obrigatório, cerca de 27 milhões de peruanos estão convocados a votar no segundo turno, que ocorrerá no próximo domingo.

A economia estável enfrenta desconfiança

Ainda que a economia peruana mantenha certa estabilidade, o próximo presidente enfrentará um Congresso dividido e um povo cético quanto à capacidade do governo de efetivamente resolver os problemas do país.

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