Paralisação Indefinida em Macaé e Norte Fluminense
A greve dos trabalhadores de manutenção e montagem industrial do setor de petróleo segue por tempo indeterminado em Macaé e em outras cidades do Norte Fluminense. Iniciada na última sexta-feira, a paralisação acontece após a categoria rejeitar a proposta das empresas durante as negociações da Convenção Coletiva de Trabalho 2026/2027.
O movimento, organizado pelo Sindicato dos Trabalhadores em Pintura Industrial, Construção Civil e do Mobiliário (SINTPICC-RJ), afeta 30 plataformas, tanto onshore quanto offshore, nas Bacias de Campos e Santos. As principais reivindicações incluem um reajuste salarial de 15%, vale-alimentação de R$ 1 mil, e mudanças na escala de trabalho.
Demandas e Mudanças no Trabalho
Atualmente, os trabalhadores terceirizados têm uma jornada de 14 dias embarcados, com 14 dias de folga. No entanto, a categoria pleiteia a ampliação desse período de descanso para 21 dias, como ocorre com os funcionários efetivos da Petrobras. Além disso, as reivindicações incluem melhorias nas condições de trabalho e segurança, alterações no efetivo das unidades e nos benefícios oferecidos.
Impacto da Greve e Resposta da Petrobras
Apesar da paralisação, a Petrobras comunicou que, até o presente momento, as plataformas continuam operando normalmente, sem impacto na produção ou no abastecimento. A estatal informou que está atenta às negociações entre as empresas contratadas e os trabalhadores, e que adotou medidas para garantir a continuidade dos serviços a bordo com segurança.
O SINTPICC lista as plataformas afetadas pela greve, incluindo unidades como P-69, P-31, P-52 e PGP-1, entre outras. Ressaltam que a greve permanece sem prazo definido para término, mas o sindicato se declarou aberto a negociações para alcançar um acordo com as empresas.





