Discurso de Lula sem Apoio da Delegação dos EUA
O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, discursou na 81ª Assembleia Geral das Nações Unidas em Nova York, em 22 de setembro de 2026. Durante seu pronunciamento, a delegação dos Estados Unidos, liderada por Howard Lutnick, secretário do Comércio, não aplaudiu nenhuma parte da fala de Lula, sinalizando um clima de tensão nas relações diplomáticas entre os dois países.
Os representantes americanos presentes também incluíam Jamieson Greer, representante de Comércio dos EUA, e Scott Bessent, secretário do Tesouro, enquanto o presidente Donald Trump não estava no local durante a apresentação.
Tema Central: Soberania e Multilateralismo
Lula focou sua fala na defesa da soberania dos países e no princípio da não interferência em assuntos internos. Ele questionou: “Este Conselho [de Segurança da ONU] agora deve se debruçar sobre temas determinantes sobre o futuro da humanidade. Somos chamados a optar entre o multilateralismo e o unilateralismo. Soberania ou subordinação?”
O presidente brasileiro destacou que o Brasil “não cabe no quintal de ninguém” e reivindicou a necessidade de construir parcerias que priorizem o desenvolvimento sustentável e a cooperação mútua.
Conflito Diplomático no Contexto Eleitoral
Esse discurso surge em um período delicado, com as eleições presidenciais brasileiras se aproximando, agendadas para 4 de outubro. Lula está em disputa direta com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que já se reuniu com Trump em uma visita aos EUA. A presença de Flávio na Casa Branca eleva a apreensão do governo brasileiro quanto a uma possível interferência americana no processo eleitoral nacional.
Além disso, o governo Trump impôs tarifas adicionais sobre produtos brasileiros, um ponto de conflito que Lula abordou em sua fala ao criticar o uso de impostos como ferramentas de coerção. Ele enfatizou a urgência de uma revisão profunda no comércio internacional e no papel da Organização Mundial do Comércio.
Temas Abordados por Lula
- Combate ao crime organizado: Lula pediu cooperação internacional para enfrentar o tráfico de armas e dinheiro.
- Inteligência artificial e redes digitais: O presidente criticou as ações das “tecno-oligarcas” e a necessidade de regulamentação das plataformas digitais.
- Defesa do sistema de pagamentos PIX: Lula se posicionou firmemente contra pressões de multinacionais para sua privatização.
- Paz e reforma na ONU: Ele pediu reformas no Conselho de Segurança e soluções diplomáticas para conflitos globais.
A Assembleia Geral da ONU, um dos principais fóruns internacionais, é onde líderes mundiais expressam suas visões sobre desafios globais e prioridades.





