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Cármen Lúcia é única ministra do STF com avaliação positiva superior à negativa, aponta pesquisa

A ministra Cármen Lúcia é a única integrante do Supremo Tribunal Federal (STF) cuja avaliação positiva supera a negativa, segundo pesquisa Atlas/Estadão divulgada nesta terça-feira (22). O levantamento mostra que 47% dos entrevistados têm uma imagem positiva da ministra, enquanto 38% fazem uma avaliação negativa. Outros 15% não souberam opinar.

A pesquisa foi realizada entre os dias 17 e 21 de setembro, após a sessão plenária do STF marcada por discussões entre ministros sobre a possibilidade de abertura de uma investigação envolvendo Alexandre de Moraes. A análise do caso foi adiada depois de um pedido de vista do ministro Flávio Dino.

Durante a sessão, que teve troca de acusações entre integrantes da Corte, Cármen Lúcia pediu desculpas à população e afirmou que o STF havia provocado um “mal-estar cívico” no país.

Avaliação dos ministros

O levantamento também aponta um cenário de desconfiança em relação ao Supremo. Cerca de seis em cada dez brasileiros disseram não confiar na Corte.

André Mendonça aparece tecnicamente empatado com Cármen Lúcia em avaliações positivas, mas apresenta índice maior de avaliações negativas: 48%.

Na sequência estão:

  • Flávio Dino: 44% de avaliações positivas e 50% negativas;
  • Alexandre de Moraes: 36% positivas e 59% negativas;
  • Luiz Fux: 36% positivas e 49% negativas;
  • Cristiano Zanin: 34% positivas e 48% negativas;
  • Gilmar Mendes: 26% positivas e 59% negativas;
  • Edson Fachin: 22% positivas e 54% negativas.

Toffoli e Nunes Marques têm maiores índices negativos

Dias Toffoli e Kassio Nunes Marques aparecem com os maiores percentuais de avaliações negativas entre os ministros.

Toffoli registra 79% de avaliações negativas, o maior índice entre os integrantes da Corte. Nunes Marques aparece com 63%, além de ter apresentado o maior aumento nesse indicador. Na pesquisa anterior, o ministro tinha 43% de avaliações negativas.

Os dois ministros se declararam impedidos de votar na discussão sobre a abertura de uma investigação envolvendo Alexandre de Moraes e aparecem, segundo reportagens do Estadão citadas no levantamento, relacionados a pessoas e empresas ligadas ao banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.

Relações com o Banco Master

Segundo informações publicadas pelo Estadão, mensagens recuperadas pela Polícia Federal mencionariam um pagamento de R$ 500 mil ao filho de Nunes Marques, que atua como advogado. Ainda de acordo com o jornal, em março, o Banco Master teria enviado R$ 6,6 milhões à empresa Consult, que posteriormente repassou valores a Kevin.

Reportagens também apontaram que o ministro e familiares viajaram em um avião pertencente a uma empresa da qual Vorcaro era sócio.

No caso de Toffoli, o Estadão informou que o ministro seria sócio anônimo de uma empresa que realizou negócios com um fundo de Fabiano Zettel, cunhado e operador financeiro de Vorcaro. O ministro também teria viajado em um avião de uma empresa ligada ao banqueiro para o resort Tayayá, citado nas negociações envolvendo o grupo.

Ricardo Motta

Ricardo Motta é jornalista e responsável editorial do Rio Hoje Notícias. Atua na cobertura de política, cidades, segurança pública, esportes e acontecimentos do estado do Rio de Janeiro. Contato editorial: contato@riohoje.com.br.
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