Aumento da Pena de Marcelo Piloto
Marcelo Fernando Pinheiro da Veiga, mais conhecido como Marcelo Piloto, teve sua pena aumentada para 28 anos e 1 mês de prisão em regime fechado. Essa decisão decorre do assassinato triplamente qualificado de Lidia Meza Burgos, uma jovem de 18 anos, ocorrido no Paraguai. Em 2025, ele havia recebido uma condenação anterior de 24 anos e 9 meses pelo mesmo crime.
A Justiça Federal classificou o ato como homicídio cometido de forma cruel, utilizando dissimulação e visando assegurar a impunidade das atividades criminosas.
A vítima, que atuava como garota de programa, foi brutalmente atacada dentro da cela onde Piloto se encontrava preso e foi encontrada com 53 golpes de faca.
Contexto do Crime
O assassinato ocorreu em um quartel da Polícia Nacional paraguaia e foi parte de um plano arquitetado por Piloto para evitar a extradição para o Brasil. Ele acreditava que o crime poderia garantir que as penas por seus atos fossem cumpridas apenas no Paraguai. Contudo, em novembro de 2018, a Justiça paraguaia decidiu pela sua extradição.
Marcelo Piloto é uma figura proeminente no tráfico de drogas, sendo considerado o principal fornecedor do Comando Vermelho.
Sua carreira criminosa inclui liderar várias atividades ilícitas no Complexo de Manguinhos, no Rio de Janeiro, antes de sua fuga para o Paraguai em 2017. Após sua captura, ele admitiu em uma coletiva que era o principal fornecedor de drogas e armas para a facção.
Reação da Defesa
A advogada de Marcelo, Flávia Froes, criticou a decisão da Justiça e afirmou que houve um erro no acórdão. Segundo ela, a desembargadora teria violado a decisão do conselho de sentença que o absolveu de uma das qualificadoras.
Em resposta, a defesa interpôs embargos de declaração e pretende recorrer ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) para tentar um novo júri.





