Investigação da PF e o Vínculo com Flávio Bolsonaro
O advogado Willer Tomaz, presente em um voo com o senador Flávio Bolsonaro (PL), está sob a mira da Polícia Federal (PF) devido a sua ligação com a Operação Sem Desconto. Este esquema investiga fraudes em benefícios do INSS que, até agora, somam bilhões em prejuízos aos cofres públicos.
A operação, que teve seu início em 23 de abril de 2025, se destaca pela identificação de um complexo sistema de descontos associativos não autorizados em aposentadorias e pensões. Nos últimos dias, informações revelaram que Flávio viajou com Tomaz de um dos Estados Unidos para o Brasil em uma aeronave gerida por uma empresa ligada ao banqueiro Daniel Vorcaro.
Negações e Acusações
Willer Tomaz emitiu uma nota enfatizando que não possui qualquer relação com Vorcaro e que a aeronave não lhe pertence. Afirmou também que soube das transações envolvendo a Prime You apenas em abril de 2026 e que está disputando judicialmente a venda de cotas associadas à empresa.
A relação entre Willer Tomaz e a Operação Sem Desconto se fortalece através de suas conexões com o senador Weverton Rocha (PDT-MA), que já havia sido alvo de investigações pela PF. Recentes buscas em agosto de 2026 no escritório de Tomaz buscaram evidências de transações que poderiam revelar um esquema de ocultação de recursos.
Movimentações Financeiras Suspeitas
Os investigadores sugerem que a esposa de Weverton, Samya, poderia estar utilizando contas alternativas para movimentar valores elevados, totalizando mais de R$ 11 milhões provenientes de empresas associadas a Tomaz em 2024.
Um dos imóveis supostamente adquiridos para ocultar dinheiro desviado foi registrado no nome de uma empresa ligada ao advogado, avaliada em R$ 6 milhões.
Histórico e Implicações Futuras
Willer Tomaz não é um novato em questões legais. Em 2017, ele já havia sido detido sob suspeitas de interferir em outra operação da PF, a Greenfield, que investigava fraudes em fundos de pensão. Agora, com a nova investigação, a situação torna-se ainda mais complexa, principalmente considerando o uso de familiares em operações de lavagem de dinheiro, o que intensifica as dificuldades para Tomaz.
A continuidade das investigações deve trazer novos desdobramentos, especialmente levando em conta as recentes audiências na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) da JBS, onde Tomaz é esperado para depor.




