A crítica de Lula e a reação de Pezão
No último dia 24 de setembro de 2026, durante a inauguração de obras na BR-116 em Nova Iguaçu, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez uma crítica contundente aos ex-governadores do Rio de Janeiro, em um discurso que contou com a presença de Luiz Fernando Pezão, antigo ocupante do cargo e atualmente preso. Lula destacou a mudança na liderança do estado, elogiando o governador interino Ricardo Couto, um ex-desembargador e presidente do Tribunal de Justiça, que assumiu o governo após uma série de prisões de governadores do estado.
Pezão, que foi preso em 2018 sob acusações de corrupção relacionadas à operação Lava Jato, não reagiu às palavras de Lula, permanecendo em silêncio e disperso, olhando para o celular enquanto o presidente proferia seu discurso. Ao se referir a Couto, Lula mencionou que “o Rio de Janeiro hoje está de parabéns porque tem um governador que não foi eleito”, insinuando a crise de credibilidade que assolou os governantes anteriores.
Obras e economia na gestão de Couto
Lula também fez uma promessa ousada com relação à gestão do governador interino. Ele afirmou que Couto teria conseguido economizar mais de R$ 1 bilhão por ano, por conta da redução de desvios e práticas corruptas que marcaram gestões anteriores. Embora a afirmação não tenha sido acompanhada de detalhes ou dados concretos, a declaração ilustra uma tentativa de reforçar a imagem de Couto como um líder sério e comprometido.
A cerimônia de inauguração abordou também as obras na BR-116, realizadas pela concessionária Ecovias Rio-Minas. O projeto, que custou R$ 997 milhões, abrange diversas melhorias na rodovia, prometendo aumentar a fluidez do trânsito e a segurança na região.
A situação política e suas implicações
O discurso de Lula, que está em busca da reeleição, reflete um momento tenso no cenário político brasileiro, especialmente no estado do Rio de Janeiro. As prisões de ex-governadores, incluindo Pezão, revelam a gravidade da corrupção no Brasil e como essa cultura política impacta diretamente a confiança da população nas autoridades. Enquanto isso, Lula tenta mostrar que existe uma nova esperança para a política fluminense com a administração de Couto, um velho conhecido do sistema judiciário.




