
O Lado Sombrio do OnlyFans: Abuso e Exploração de Criadores
Rebecca, uma criadora de conteúdo do OnlyFans, compartilhou sua experiência aterrorizante após se associar a uma agência que prometeu ajudar a aumentar seus lucros. Ao invés disso, encontrou um mundo de violência e controle, incluindo ameaças e agressões físicas.
Promessas Quebradas e Abusos
Aos 29 anos, Rebecca, residente no sul do País de Gales, foi atraída por promessas de sucesso. Inicialmente, os empresários a trataram com entusiasmo, mas logo tornaram-se abusivos, insultando sua aparência e restringindo suas interações sociais. Segundo ela, a situação piorou drasticamente após tentar mudar suas informações de acesso, temendo ser excluída da plataforma.
Ameaças e Violência Imediata
Rebecca recebeu mensagens aterrorizantes, inclusive uma que ameaçava sua filha. Em um dos incidentes mais perturbadores, um tijolo foi arremessado contra a janela de sua casa. Semanas depois, ela foi atacada por dois homens mascarados que entraram em sua residência para agredi-la violentamente.
Um Padrão Alarmante
A experiência de Rebecca não é única. Segundo uma investigação da BBC, muitos criadores relatam experiências semelhantes com gestores de contas, frequentemente chamados de OFMs (OnlyFans Managers). Se afirmando como ‘gestores de sucesso’, esses agentes muitas vezes manipulam os criadores, retendo até 50% ou mais de seus ganhos, enquanto recorrem a táticas exploratórias e ameaças.
A Resposta do OnlyFans e a Necessidade de Regulamentação
Enquanto a plataforma OnlyFans confirma que leva a segurança de seus usuários a sério, relatos de abuso e exploração continuam a surgir. Especialistas em direitos humanos, como Eleanor Lyons, ressaltam que a ausência de regulamentação torna o ambiente perigoso para os criadores. A falta de supervisão permite que muitos gestores atuem com total impunidade, criando o que pode ser descrito como uma “relação de servidão”.
Estatísticas e Impactos Econômicos
O OnlyFans tem mais de 4,6 milhões de criadores em todo o mundo, gerando lucros significativos para a plataforma, que retém 20% dos ganhos. Ao mesmo tempo, um ecossistema de agentes predatórios cresce ao redor, prometendo sucesso em troca de uma porcentagem exorbitante dos rendimentos.
Voices of Change
Gia Clarke e Lily Phillips, criadoras bem-sucedidas da plataforma, destacam a necessidade urgente de regulamentação. Sem uma supervisão adequada, as criadoras permanecem vulneráveis à exploração. Matt Jury, especialista em direitos humanos, expressa preocupação com a tendência de exploração trabalhista que se instala nesse ambiente.
A Esperança de um Futuro Melhor
A posiçãode Rebecca mudou após se associar a uma nova agência, liderada por mulheres, que lhe proporciona um ambiente de trabalho mais seguro. Para ela, o trabalho como criadora de conteúdo não é sustentável a longo prazo, e sua esperança é acumular o lucro necessário para realizar seus sonhos, como a abertura de uma escola de equitação.





