A Associação dos Amigos do Residencial Aldeia do Vale (Saalva) está em busca de recuperar o alambrado e implementar medidas de preservação em uma área de quase 500 mil metros quadrados localizada em Goiânia. Esta iniciativa depende da aprovação da Prefeitura, que avaliará o pedido apresentado pela entidade.
A proposta da Saalva foca na conservação do ecossistema, uma vez que o local é um remanescente de mata nativa no meio da urbanização crescente da região. Além de preservar a vegetação, a área abriga uma diversidade de fauna, incluindo veados, quatis, macacos, ouriços e várias espécies de aves, todas fundamentais para a biodiversidade local.
Conforme informações da associação, o alambrado que delimita a área apresenta diversos danos, criando brechas para a entrada de pessoas que podem impactar negativamente o ambiente. Se o pedido for aprovado, a Saalva se compromete a restaurar as seções danificadas do alambrado, fazendo com que a proteção do local seja efetiva e segura.
Além disso, o projeto inclui uma avaliação por um engenheiro florestal, que será responsável por orientar estratégias eficazes de manejo do ambiente e conservação da fauna e flora. É importante ressaltar que a Saalva não tem intenções de realizar construções dentro da área; o foco é puramente na manutenção e preservação.
Parceria com a Prefeitura de Goiânia
Pedro Paulo Moreira de Carvalho, diretor-presidente da Saalva, mencionou a relevância de estabelecer uma parceria sólida com a Prefeitura para garantir o devido cuidado do espaço. A associação, por ora, realiza ações de aceiro e limpeza nas áreas que dão acesso ao residencial, mas ações diretas na mata exigem a formalização de acordo com as autoridades locais.
O pedido de cooperação apresentado à Prefeitura contempla um período de três anos. Se aprovado, a associação será a responsável pelas atividades de manutenção como limpeza e retirada de resíduos, roçagem e capina das áreas verdes, além da poda autorizada das árvores e conservação de vias e mobiliário urbano.
A Saalva destacou que um incêndio devastador atingiu a área em 2025, provocando a morte de diversos animais silvestres e danos irreparáveis a árvores nativas. A associação suspeita que o fogo possa ter sido induzido por pessoas dentro da mata, o que acentua a necessidade de iniciativas que previnam novos incidentes.
Recentemente, um requerimento foi assinado pela Saalva no dia 16 de setembro e, atualmente, está sob análise da Secretaria Municipal de Planejamento e Urbanismo Estratégico (Seplan). Contudo, a Seplan esclareceu que o pedido é apenas uma proposta preliminar para adesão ao programa “Adote uma Praça” e, portanto, não significa que a adoção da área está garantida.
A área em questão possui exatamente 488.178,35 metros quadrados, o que equivale a cerca de 48,8 hectares, com delimitação claramente definida na Alameda das Sibipirunas, Quadra QR 15, Lote 04, no Sítio de Recreios Mansões Bernardo Sayão.
Até o presente momento, a Seplan não forneceu um prazo específico para a conclusão da análise do pedido. As responsabilidades entre a Prefeitura e a Saalva também serão esclarecidas somente após avaliação e eventual formalização da cooperação. Este é um passo crucial para garantir a conservação e proteção desse importante espaço verde em Goiânia.