Economia

Caderneta de Poupança Recebe R$ 2,6 Bi em Maio, Desenrola 2.0

Caderneta de Poupança e o Impacto do Desenrola 2.0

Em maio de 2026, a caderneta de poupança registrou uma entrada de R$ 2,6 bilhões, conforme divulgado pelo Banco Central (BC). Este movimento marca o primeiro aumento de recursos na caderneta neste ano.

Por que Essa Entrada?

Embora o BC não especifique as razões para essa injeção de capital, é relevante observar que ocorreu no mesmo período em que iniciou o programa Desenrola 2.0. Este programa é voltado para brasileiros endividados com renda mensal de até cinco salários-mínimos.

Até o início de junho, o Desenrola 2.0 já havia renegociado R$ 20 bilhões em dívidas, o que mostra sua efetividade em oferecer alívio financeiro para muitos cidadãos.

Impacto no Estoque da Poupança

Com a entrada de novos recursos em maio, o volume total depositado na caderneta de poupança subiu de R$ 1 trilhão em abril para R$ 1,01 trilhão ao final de maio. Entretanto, na análise dos primeiros cinco meses de 2026, ficou evidente que as saídas superaram as entradas, com uma evasão de R$ 39,1 bilhões.

Desafios da Poupança

A baixa atratividade da caderneta de poupança permanece um ponto importante a ser discutido. Os rendimentos atuais se mostram limitados quando comparados a outras modalidades de investimento, especialmente no contexto de taxa Selic elevada, atualmente em 14,5% ao ano.

  • Se a Selic ultrapassa 8,5%, a poupança rende 0,5% ao mês mais a variação da Taxa Referencial (TR).
  • Investimentos em renda fixa, como títulos públicos e aplicações financeiras em CDI, têm apresentado um desempenho mais robusto.

Mercado de Renda Variável e Tendências Econômicas

Além disso, apesar dos riscos, a renda variável também tem se mostrado uma opção atraente. O índice da Bolsa de Valores de São Paulo teve uma alta de 34% em 2025, o maior crescimento desde 2016.

Em 2026, o Ibovespa já acumula 4,5% de alta, destacando o desempenho do Brasil mesmo em meio a conflitos internacionais, como a guerra no Oriente Médio. O dólar, por outro lado, registra uma queda de 5,6% no mesmo período, refletindo a volatilidade do mercado.

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