O Santander anunciou um aumento nas taxas mínimas do financiamento imobiliário, que passaram de 11,69% para 12,49% ao ano, adicionadas da Taxa Referencial (TR). Essa mudança, que entra em vigor a partir desta sexta-feira (30), coloca o Santander como o terceiro grande banco privado a encarecer o crédito para a compra de imóveis em menos de uma semana, seguindo os aumentos feitos pelo Bradesco e pelo Itaú.
A alteração foi confirmada em nota à revista Exame, embora o banco não tenha especificado os motivos para o incremento. A instituição destacou que acompanha constantemente os indicadores econômicos e as condições do mercado imobiliário, além de avaliar continuamente os atributos de seus produtos.
Entre os três bancos, o Santander foi o que realizou o menor reajuste, aumentando suas taxas em 0,8 ponto percentual. Esse percentual é inferior ao ajuste de 0,96 ponto aplicado pelo Itaú e significativamente menor que o aumento de 3,31 pontos promovido pelo Bradesco. Apesar do reajuste, o Santander ainda oferece a menor taxa mínima entre os três concorrentes, com a nova taxa ainda abaixo da Selic, que atualmente está em 13,75% ao ano. Essa situação é semelhante à taxa do Itaú. No entanto, os juros cobrados pelo Bradesco já superaram esse percentual para a maioria de seus clientes.
Uma repercussão importante dessa mudança é que a nova taxa do Santander ultrapassa o teto de 12% ao ano estabelecido para o Sistema Financeiro da Habitação (SFH). Atualmente, os três principais bancos privados operam com juros acima deste limite, o que pode representar um desafio adicional para os consumidores que buscam financiamento para a compra da casa própria.


