Rio de Janeiro 20°C · ChuvaVer previsão ▾
Previsão para agora

Umidade: 85% · Vento: 25 km/h

Consulta: 26/10 18:10
seg, 26/1019° / 20°
ter, 27/1018° / 23°
qua, 28/1019° / 24°

Mínimas e máximas estimadas pelos horários previstos. Hoje: horários restantes.

Dados: MET Norway · CC BY 4.0

PEC da Segurança Pública é aprovada pela CCJ do Senado

CCJ do Senado aprova PEC da Segurança Pública; proposta vai ao plenário para votação.

Por ·

Conclusão da Análise na CCJ

A CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado concluiu nesta quarta-feira (14) a análise da chamada PEC da Segurança Pública. O texto agora está pronto para ser enviado ao plenário da Casa.

O colegiado já havia aprovado o texto-base da proposta, mas ainda restavam três trechos, conhecidos como destaques, que estavam pendentes de análise. O senador Otto Alencar (PSD-BA), presidente da CCJ, decidiu que os trechos não poderiam ser votados devido à ausência dos autores dos pedidos na reunião, encerrando, assim, a análise da PEC.

Percurso da Proposta até o Plenário

A PEC da Segurança já teve o seu texto principal aprovado em setembro. No entanto, a sessão foi interrompida quando o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), iniciou as votações em plenário, suspendendo os trabalhos da comissão.

Para ser aprovada no plenário, a proposta precisa do apoio de pelo menos 49 senadores em dois turnos de votação. Caso os senadores façam alterações no conteúdo que foi aprovado pela Câmara, a PEC deverá retornar à análise da Casa Baixa.

Principais Mudanças Propostas

Encaminhada pelo governo federal ao Congresso em abril de 2025, a PEC reorganiza a atuação das forças de segurança no Brasil, ampliando a integração entre a União, estados e municípios.

Dentre as principais mudanças, a proposta incorpora à Constituição o Sistema Único de Segurança Pública (Susp), além do Fundo Nacional de Segurança Pública e do Fundo Penitenciário Nacional. O relator da proposta, senador Rogério Carvalho (PT-SE), manteve vários pontos que vieram da Câmara, como a punição mais severa para integrantes de facções criminosas, a modernização das polícias e a possibilidade de cidades criarem polícias municipais.

Entretanto, um aspecto que não foi mantido foi a destinação de 30% da arrecadação das apostas (bets) para os fundos de segurança e penitenciário. A questão da integração entre as forças federais, especialmente a Polícia Federal, e as polícias estaduais é um dos pontos mais controversos.

Governadores alinhados à direita expressam preocupações sobre uma possível interferência nas corporações locais, enquanto o governo argumenta que essa articulação é essencial para enfrentar as facções criminosas que ameaçam a segurança no país.

Tags: , , , ,