
Introdução ao Documento Chinês de Governança Global
Na última quarta-feira, 17 de outubro, o Gabinete de Informação do Conselho de Estado da China divulgou um documento intitulado “Construir um Sistema de Governança Global Mais Justo e Razoável: Conceitos, Princípios e Ações”. Este manifesto apresenta a análise da China sobre o cenário internacional e as suas diretrizes para reformar a Organização das Nações Unidas (ONU).
Críticas ao Cenário Atual
O documento abre alertando que a “embarcacão da civilização humana entrou em águas perigosas”, refletindo a urgência de mudanças em um contexto global tenso. O texto afirma que, já em 2025, o número de conflitos armados havia alcançado os níveis mais altos desde o fim da Segunda Guerra Mundial, com mais de 50 países envolvidos.
Defesa do Papel da ONU
Um dos pontos centrais do documento é a defesa da ONU como a instituição central do sistema internacional. A China argumenta que, apesar de a ONU ter limitações, sua existência é crucial. O texto ressalta a importância de não abandonar este modelo, defendendo sua reforma e modernização.
Implementação do Direito Internacional
O manifesto também critica a falta de implementação eficaz das normas da ONU e propõe que o direito internacional deve ser aplicado de maneira igualitária e unificada, em vez de ser utilizado seletivamente.
Fortalecimento do Sul Global
Outro aspecto importante do documento é a reação da China ao Sul Global. Pequim acredita que a organização e a participação de países em desenvolvimento em fóruns como o BRICS e o G20 têm trazido novos caminhos para a governança global.
Conceitos para Reestruturação
- Igualdade Soberana
- Respeito ao Estado de Direito internacional
- Prática do multilateralismo
- Centralidade nas pessoas
- Foco na ação
Críticas ao Protecionismo e Unilateralismo
No manifesto, a China não hesita em criticar o protecionismo e as práticas isolacionistas de potências ocidentais. O documento descreve como países têm usado a segurança nacional para restringir o desenvolvimento tecnológico de outras nações, propositalmente criando uma divisão internacional.
Um Futuro Compartilhado
Finalizando, o texto reforça que o multilateralismo não é apenas uma opção, mas sim a única maneira viável para a colaboração internacional em um cenário de interdependência econômica e política global.





