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Colisão em Toledo amplia crise ferroviária na Espanha em 2026

Entenda a série de acidentes ferroviários na Espanha em 2026.

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Tragédia nos trilhos: mais um acidente marca 2026

A colisão entre dois trens de alta velocidade na província de Toledo, no centro da Espanha, nesta quarta-feira, 28, se torna um triste marco em uma sequência alarmante de acidentes ferroviários em 2026. Esta tragédia resultou na morte de pelo menos 68 pessoas e deixou dezenas de feridos, conforme relatório do governo regional de Castilla-La Mancha.

Antes deste desastroso incidente, apenas em janeiro, a Espanha havia presenciado quatro acidentes em um intervalo de cinco dias e, em fevereiro, uma colisão entre um trem e um carro. Com o caso de Toledo, a contagem chega a pelo menos seis acidentes no país neste ano, sendo que quatro deles resultaram em mortes.

Acidentes em série: caos nas ferrovias espanholas

No dia 18 de janeiro, um trem da Iryo, que partia de Málaga para Madri, descarrilou nas proximidades de Adamuz, na província de Córdoba, colidindo com outro trem da estatal Renfe que seguia na direção oposta. Esse trágico acidente deixou mais de 40 mortos e centenas de feridos.

Logo depois, em 20 de janeiro, a rede metropolitana Rodalies foi afetada quando um trem atingiu um muro de contenção que desabou devido a intensas chuvas, resultando na morte de uma pessoa e em 37 feridos. Na mesma noite, outro trem descarrilou ao colidir com uma pedra que havia caído sobre a linha entre Tordera e Maçanet-Massanes, mas sem feridos, com passageiros sendo resgatados com segurança.

Greves por segurança: pressão dos maquinistas

Em meio a essa crescente onda de acidentes, o Semaf, sindicato de maquinistas da Espanha, convocou uma greve nacional em janeiro, exigindo garantias de segurança na rede ferroviária. O sindicato destacou problemas graves nas condições da infraestrutura, que, segundo eles, colocam em risco a vida dos passageiros.

Em 12 de fevereiro, um novo e fatal acidente ocorreu em Talavera de la Reina, onde um trem Alvia colidiu com um carro em uma passagem de nível. O motorista do automóvel morreu, mas os 206 passageiros a bordo do trem não sofreram ferimentos.

Causas e consequências da colisão de Toledo

A colisão desta quarta-feira foi registrada por volta das 8h54, cerca de 150 quilômetros ao sul de Madri, envolvendo trens das companhias Iryo e Renfe. O governo espanhol informou que uma falha no sistema de controle foi a responsável pelo acidente.

Bombeiros, equipes de Proteção Civil e profissionais de saúde foram rapidamente enviados ao local do acidente. O governo regional ativou seu plano de emergência e solicitou a atuação da Unidade Militar de Emergências. Um posto médico foi organizado para triagem e primeiros socorros, garantindo o encaminhamento imediato dos feridos para hospitais.

Operações de resgate e impactos no tráfego ferroviário

As operações de resgate mobilizaram bombeiros de Alcázar de San Juan e Orgaz, além de três helicópteros de emergência e duas unidades móveis de atendimento intensivo. Em declarações à televisão espanhola, o prefeito de Urda, Manuel Galán, anunciou que a Proteção Civil havia solicitado a preparação de um pavilhão municipal para acolher os passageiros.

A Adif, responsável pela infraestrutura ferroviária, confirmou a interrupção da circulação na linha de alta velocidade entre Madri e a Andaluzia. A Renfe também suspendeu o tráfego entre a capital e a região andaluza, com ainda sem previsão de retomar as operações.

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