Cabo Frio teve em setembro o maior volume de chuva dos últimos 30 anos, segundo dados da Defesa Civil municipal. Ao longo do último mês, os pluviômetros registraram 267 milímetros no 1º Distrito e 297,7 milímetros em Tamoios, enquanto a média histórica para o período era de aproximadamente 50 milímetros.
A sequência de frentes frias que avançaram pelo litoral, associada ao transporte de umidade do oceano, contribuiu para os altos volumes registrados. Ao longo do mês, o Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) emitiu diferentes avisos meteorológicos para o município, incluindo alerta de nível laranja nos dias 1º, 14 e 23.
Em 11 de setembro, quando Cabo Frio já havia acumulado 104 milímetros de chuva em dez dias, a Prefeitura ativou o Gabinete de Atenção às Chuvas. A estrutura reuniu diferentes áreas da administração municipal para acompanhar as condições do tempo, vistoriar pontos críticos e organizar as medidas necessárias.
Ao longo do mês, as equipes municipais ampliaram as frentes de prevenção e atendimento, com serviços de drenagem, limpeza e desobstrução de pontos de escoamento, além de ações nas áreas atingidas. A Defesa Civil atendeu ocorrências relacionadas a alagamentos pontuais e quedas de árvores.
Outubro terá alternância entre períodos de estabilidade e instabilidade
Para outubro, a tendência é de variabilidade meteorológica, com períodos de estabilidade e elevação das temperaturas intercalados por episódios de instabilidade. Há possibilidade de chuva moderada a forte, trovoadas e rajadas de vento, principalmente associadas à passagem de frentes frias e à formação de áreas de instabilidade.
“O cenário para outubro é de alternância. Não há indicação de chuva contínua ao longo do mês, mas teremos períodos de instabilidade que podem trazer chuva, trovoadas e rajadas de vento. Por isso, é importante acompanhar as atualizações meteorológicas, principalmente diante da aproximação de frentes frias”, explica Marcus Dothávio, da Coordenadoria Geral de Proteção e Defesa Civil.
A primeira semana do mês concentra maior potencial de instabilidade, com influência de sistemas frontais e possibilidade de chuva e rajadas de vento. Entre os dias 7 e 15, a tendência é de alternância entre períodos mais estáveis e episódios de pancadas de chuva. De 16 a 23, o cenário deve apresentar maior variabilidade, com possibilidade de calor, aumento da umidade e formação de áreas de instabilidade. Na última semana, entre os dias 24 e 31, há tendência de maior frequência de instabilidades na região Sudeste.
Confira a previsão do tempo para o fim de semana na matéria “Fim de semana das eleições terá chuva, vento e queda de temperatura na Região dos Lagos“.





