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Coreia do Norte observa grave situação na fronteira sul

Coreia do Norte analisa reforçar contingente militar na fronteira sul após declarações de Kim Yo Jong sobre a grave situação na região.

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Tensão crescente entre as Coreias

Kim Yo Jong, a influente irmã do líder norte-coreano Kim Jong-un, declarou que “prevalece uma situação grave” na fronteira com a Coreia do Sul. A declaração foi feita em 19 de outubro de 2026, onde a imprensa estatal destacou que o país está considerando a mobilização de “mais recursos táticos de ataque” na região, refletindo um aumento nas tensões entre as duas nações.

Nos últimos dias, a Coreia do Norte intensificou os testes de armamentos, incluindo um novo torpedo guiado que utiliza inteligência artificial para detectar e seguir alvos. Esta decisão vem à tona em meio a um cenário já delicado, com Kim Yo Jong afirmando que a situação na fronteira sul é “muito instável”.

Incidentes na Zona Desmilitarizada

A declaração citou atos de provocação da Coreia do Sul, como tiros de advertência e transmissões de propaganda por alto-falantes. Kim também fez referência a um incidente no final de setembro, no qual um artefato explodiu na Zona Desmilitarizada (DMZ), ferindo três soldados sul-coreanos, um dos quais perdeu um pé. A DMZ, que divide a península desde 1953, é uma das áreas mais minadas do mundo, com estimativas de pelo menos 800 mil minas na região.

Kim Yo Jong disse que todos esses incidentes “ultrapassaram a linha vermelha”. Em resposta, o comando militar norte-coreano está avaliando a possível alocação de mais recursos táticos ao longo da fronteira sul como uma “medida preventiva e de supressão” para enfrentar qualquer eventualidade.

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Um histórico de provocações

O clima de tensão não é novo. Em 2024, a Coreia do Norte lançou milhares de balões carregados de lixo em direção ao sul, uma reação a balões de ativistas sul-coreanos que disseminavam propaganda contra Pyongyang.

Em resposta, a Coreia do Sul retomou suas transmissões de propaganda na fronteira, incluindo músicas de K-pop e notícias internacionais, uma prática que havia sido interrompida por seis anos e que provocou ameaças de ataques de artilharia de Pyongyang. Apesar de gestos de boa vontade, como a remoção dos sistemas de som, parece que a tensão permanece inalterada.

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