Anthony Garotinho (Republicanos) afirmou nesta segunda-feira (5) que decidiu desistir do recurso apresentado ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) diante do resultado das urnas no Rio de Janeiro. Em entrevista coletiva, também transmitida pelas redes sociais, o ex-governador fez duras críticas à escolha dos eleitores e justificou a decisão que pode interferir diretamente no desfecho da disputa pelo Palácio Guanabara. “Em função do resultado manifestado pela população nas urnas, não me resta outra opção jurídica a não ser desistir, de forma livre, expressa, consciente e irretratável. Que agora o povo arque com as consequências do que eles fizeram”, declarou.
Garotinho terminou a eleição em terceiro lugar, com 274.411 votos, o equivalente a 3,17%. A votação foi contabilizada sob condição judicial porque o registro de sua candidatura havia sido indeferido pelo Tribunal Regional Eleitoral do Rio (TRE-RJ) e ainda dependia da análise de recurso no TSE.
Durante a coletiva, ele também afirmou que tomaria a mesma decisão caso Eduardo Paes (PSD), e não Douglas Ruas (PL), estivesse em situação de ser beneficiado pela retirada do recurso. “Teria até mais prazer se fosse com ele”, afirmou Garotinho ao ser questionado sobre a possibilidade de a medida favorecer Ruas.
A fala ocorreu depois de críticas feitas pelo ex-governador aos dois principais adversários na disputa. Garotinho sustentou que a decisão não representa apoio ao candidato do PL, mas uma consequência de sua avaliação sobre o resultado apresentado pelos eleitores.
Desistência foi protocolada nesta segunda
O pedido foi protocolado pela defesa de Garotinho às 14h09 desta segunda-feira. No documento, os advogados classificam a decisão como “livre, expressa, consciente e irretratável” e citam o artigo 998 do Código de Processo Civil para sustentar que o recorrente pode desistir do recurso independentemente da concordância das demais partes.
A consequência eleitoral, no entanto, ainda depende de decisão do TSE.





