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Drones e Segurança: A Nova Ameaça na Copa do Mundo dos EUA

Drones e Segurança: Preparativos para a Copa do Mundo

Os responsáveis pelo planejamento de segurança da Copa do Mundo de 2026 nos Estados Unidos estão se preparando para uma das ameaças mais complexas do torneio: os drones. As autoridades americanas estão em alerta para proteger estádios, áreas de concentração de torcedores, hotéis das equipes, centros de treinamento e as rotas de transporte em diversas cidades e jurisdições.

A Necessidade de Vigilância Avançada

Especialistas do setor afirmam que a preocupação vai além do entretenimento, já que torcedores podem usar drones para capturar imagens para as redes sociais, enquanto outros poderiam utilizá-los para vigilância e monitoramento. Melissa Swisher, diretora de receitas da SkySafe, uma empresa especializada em detecção de drones, destacou como aeronaves acessíveis mudaram fundamentalmente o planejamento de segurança para grandes eventos esportivos. Segundo Swisher, “um drone de mil dólares que voa a 65 a 70 km/h pode cobrir 3 km em menos de três minutos”. Isso significa que as autoridades podem reagir tarde demais.

Riscos Associados

Além da preocupação com torcedores amadores, Swisher observa que o uso de drones para vigilância é mais provável do que aeronaves carregando cargas. Eles podem ser utilizados para:

  • Estudar os padrões de segurança;
  • Monitorar os movimentos das equipes;
  • Captar imagens não autorizadas.

Caminhos para a Proteção

Tom Adams, diretor de segurança pública da DroneShield, observou que os drones têm a capacidade de contornar medidas de segurança convencionais, como postes de bloqueio e perímetros de segurança. “Você tem algo que pode superar todas essas medidas de segurança e passar direto por cima de tudo”, afirmou Adams, enfatizando o risco de um operador despreparado.

Colaboração entre Autoridades

As empresas especializadas em combate a drones estão colaborando com órgãos de segurança pública e autoridades policiais para criar redes de detecção ao redor dos locais dos torneios. A SkySafe afirma que seus sensores têm a capacidade de:

  • Identificar sinais de drones;
  • Rastrear trajetórias de voo;
  • Localizar os operadores, quando possível.

A DroneShield está atuando em uma implantação na região de Kansas City, em parceria com a polícia e parceiros regionais, para potencializar a detecção de drones em diversas jurisdições.

Custos e Desafios Futuros

Com um investimento de US$250 milhões desde dezembro passado, o governo Trump tem trabalhado para auxiliar as cidades-sede a enfrentar as ameaças de drones. Esse financiamento, distribuído pela Agência Federal de Gestão de Emergências a 11 estados e a Washington, D.C., visa rastrear aeronaves não autorizadas.

Nos dias de jogo, a Administração Federal de Aviação implementará proibições de voo a aviões e drones em um raio de 4,8 km dos estádios e até 900 metros de altitude.

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