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Eleições em Israel: Impasse e Rivalidade Politica Aumentam

Eleições em Israel revelam impasse político com Netanyahu e Eisenkot empatados e a ascensão dos partidos palestinos.

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Contagem de Votos e Estado Atual

Com 70% dos votos apurados — cerca de 4 milhões de cédulas — a situação política em Israel aponta para um impasse nas eleições mais recentes realizadas em 27 de outubro de 2026. Os blocos liderados pelo atual primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e pelo ex-chefe do Exército Gadi Eisenkot estão praticamente empatados, revelando um cenário incerto para a formação do próximo governo. Além disso, os partidos palestinos lograram uma ampliação significativa de suas cadeiras no Knesset, o parlamento israelense.

Atualmente, o bloco de Netanyahu conquista 54 cadeiras, enquanto a oposição, composta pelo “bloco da mudança” de Eisenkot e pelos diversos partidos palestinos, reúne 66 cadeiras. Para alcançar a maioria no Knesset, que possui 120 cadeiras, são necessárias 61 assinaturas. A expectativa é que a formação do novo governo leve semanas, uma vez que nenhum bloco se apresenta como vencedor claro.

Os Números da Eleição

Os resultados das eleições mostram que o partido Likud de Netanyahu, apesar de ter perdido apoio em relação às eleições de 2022, obteve a maior quantidade de votos, somando 27 cadeiras. Em contrapartida, Yashar de Eisenkot conquistou 20 cadeiras, e os partidos palestinos, em uma notável expressão de aumento de apoio, alcançaram até 19 cadeiras no Knesset.

  • Likud (Netanyahu): 27
  • Yashar (Eisenkot): 20
  • Lista Conjunta: 13
  • Juntos (Naftali Bennett): 11
  • Democratas (Yair Golan): 8
  • Yisrael Beiteinu: 8
  • Shas: 7
  • Judaísmo da Torá Unida: 7
  • Poder Judaico: 7
  • Sionismo Religioso: 6
  • Ra’am: 6

Referendo Sobre o Governo Atual

A elevada taxa de comparecimento, a mais alta em pelo menos 45 anos, sugere que esta eleição foi amplamente considerada um referendo sobre o governo ultradireitista de Netanyahu. As votações também ocorreram em meio ao recente contexto de conflitos, tendo sido a primeira após os ataques do Hamas em 7 de outubro de 2023, que desencadearam um novo conflito na região.

Após a apuração inicial, ambos os blocos políticos tentaram se mostrar vencedores. Eisenkot foi enfático ao afirmar: “O público optou pela mudança”, enquanto Netanyahu destacou o Likud como a maior força política de Israel, enfatizando a necessidade de formar um governo de direita forte.

Possibilidade de Alianças e Impasses Futuros

As negociações para formar coalizões são esperadas para serem prolongadas, e, caso não resultem em um governo estável, pode haver a necessidade de um segundo turno. O papel dos partidos árabes poderá ser crucial neste processo, pois, com a forte participação do eleitorado árabe, as manifestações de apoio a candidatos de representação árabe revelaram uma nova força política no Knesset.

Entretanto, Eisenkot e aliados têm hesitado em vincular-se a esses partidos, embora essa aliança possa ser a única alternativa para barrar Netanyahu. Um maior entendimento com a lista conjunta poderia ser vital, pois sua postura assertiva em relação à identidade palestina e discriminações enfrentadas na sociedade israelense apresenta um desafio para a construção de uma coalizão governamental.

Conforme o cenário se desenvolve, há rumores sobre a possibilidade de Netanyahu unir-se a centristas, o que poderia garantir sua continuidade no poder. Contudo, a união com quem ele próprio rotulou como inapto para liderança pode custar caro ao opositor, afetando suas credenciais políticas de forma negativa.

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