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Ex-marqueteiro de Flávio Bolsonaro envia R$ 1 milhão a produtora

Ex-marqueteiro de Flávio Bolsonaro movimenta R$ 1 milhão para produtora do filme Dark Horse, levantando questões sobre sua origem e finalidade.

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Transferência Suspeita à Go Up Entertainment

O ex-marqueteiro da campanha de Flávio Bolsonaro, Marcello de Oliveira Lopes, fez uma transferência de R$ 1 milhão para a produtora Go Up Entertainment, responsável pelo filme “Dark Horse”, que narra a trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro. Esta movimentação foi identificada em um relatório da Polícia Federal (PF), que destacou a natureza atípica da transação. Apesar da confirmação da transferencia, o relatório não esclarece a origem do valor transferido nem a finalidade do pagamento, aprofundando as suspeitas acerca das relações entre dinheiro e política.

Lopes, além de marqueteiro, é amigo pessoal de Flávio, o que levanta mais questões sobre possíveis interesses subjacentes.

Contexto da Investigação e Desdobramentos

É importante destacar que Marcello Lopes saiu da campanha de Flávio em 20 de maio, em um período conturbado, após a revelação de áudios onde Flávio pedia apoio financeiro a Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, para financiar “Dark Horse”. A ausência de menção a Flávio no relatório da PF tem levantado discussões sobre a possível conexão entre ambos no tocante ao financiamento do filme.

Nesta quinta-feira, 10 de setembro de 2026, a PF realizou uma operação que incluiu 49 mandados de busca e apreensão ligados a esta investigação sobre o financiamento de “Dark Horse”, envolvendo nomes relevantes como Karina Gama e Mário Frias. Marcello Lopes não está entre os investigados, o que ressalta a complexidade do caso. O documento da PF também revela informações mais amplas sobre as movimentações financeiras da Go Up, que movimentou um total de R$ 19,03 milhões entre 10 de novembro e 30 de dezembro de 2025.

A empresa recebeu recursos significativos de diversos remetentes, incluindo bancos e assessorias, gerando questionamentos sobre a regularidade das operações. A PF, no entanto, não atribui irregularidades diretas a Lopes ou à sua transferência de R$ 1 milhão, o que deixa em aberto a investigação e o entendimento do real papel de cada envolvido neste complexo cenário político e financeiro.

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