O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Edson Fachin, convidou a líder do governo no Senado, Teresa Leitão (PT-PE), para uma reunião nesta terça-feira (6), às 14h. A CNN apurou que o encontro foi solicitado pelo próprio ministro e terá como pauta a relação institucional.
A conversa ocorre dois dias depois do primeiro turno da eleição presidencial e em meio às discussões sobre a atuação da Corte que passaram a integrar o debate político para o segundo turno.
Teresa será recebida logo depois de Fachin conversar com o senador Rogério Marinho (PL-RN), líder da oposição no Senado e coordenador da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL). A reunião com Marinho foi solicitada pelo parlamentar e marcada para 13h.
O senador já havia procurado o presidente do Supremo antes do primeiro turno com a intenção de apresentar preocupações da campanha de Flávio sobre decisões da Corte com reflexos no TSE (Tribunal Superior Eleitoral).
Antes das agendas da tarde, Fachin se reuniu pela manhã com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), na residência oficial do Senado. O encontro também foi solicitado pelo presidente do STF e teve como pauta, segundo a agenda oficial do ministro, assuntos de interesse do Poder Judiciário em tramitação no Congresso Nacional.
Alcolumbre, que acumula ao menos 109 pedidos de impeachment de ministros do STF, é visto por uma ala da Corte como enfraquecido politicamente após as eleições e com dificuldades para se reeleger presidente do Senado.
Também preocupa o possível avanço de propostas para reduzir as competências do Supremo, como a retirada de casos criminais da Corte, após a ampliação da bancada de direita eleita no último domingo (4).
A sequência de encontros ocorre também após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) elevar o tom das críticas ao Supremo. Em reunião com aliados na segunda-feira (5), Lula afirmou: “Estamos carregando nas costas uma coisa muito grave, que é a promiscuidade que ficou estabelecida na Suprema Corte brasileira”. O
presidente também defendeu uma nova discussão sobre a reforma do Judiciário, incluindo os critérios para indicação de ministros do STF e a possibilidade de adoção de mandatos para integrantes da Corte.





