O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Edson Fachin, destacou em nota divulgada nesta quinta-feira, 1º de outubro de 2026, o “empenho incansável” do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) para assegurar a integridade e a segurança do processo eleitoral brasileiro. A declaração surge em um contexto de tensão crescente entre a Justiça Eleitoral e o STF, refletindo as complexidades do cenário político atual.
Fachin enfatizou a importância de salvaguardar a “democracia e liberdade”, pilares fundamentais da “cultura cívica” que permeiam as eleições. Em suas palavras, a democracia é um “patrimônio coletivo”, o que implica na necessidade urgente de sua preservação e fortalecimento por todos os segmentos da sociedade.
Essa afirmação é um convite à reflexão sobre o papel cada vez mais relevante da Justiça Eleitoral em tempos de polarização política.
O presidente do STF fez um reconhecimento público aos integrantes do TSE, dos Tribunais Regionais Eleitorais e aos mais de 1,9 milhão de mesárias e mesários que, com rigor técnico e dedicação, garantem um processo eleitoral seguro e transparente em todo o Brasil. Isso se manifesta especialmente em um momento crítico, como o que antecede o primeiro turno das eleições.
Fachin caracterizou o esforço contínuo e comprometido das instituições envolvidas como fundamental para legitimar o processo democrático, o que gera confiança na população sobre a condução eleitoral.
A declaração de Fachin ocorreu em um momento de embate entre o STF e a cúpula do TSE na sequência de um debate sobre a competência do Supremo para revisar decisões da Justiça Eleitoral. Esse conflito emergiu de decisões controversas que estão ligadas a temas sensíveis, como as publicações sobre Nossa Senhora Aparecida e o candidato presidencial Flávio Bolsonaro (PL).
O impasse teve início quando o ministro André Mendonça, do TSE, pediu a remoção de postagens que insinuavam que Flávio Bolsonaro ou sua família buscavam retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil. Após essa decisão, o ministro Flávio Dino reverteu a medida, mas o ministro Luiz Fux reestabeleceu a ordem inicial, indicando a divisão entre as duas Cortes.
O TSE, em uma tentativa de garantir a veracidade das informações que circulam nas redes sociais, decidiu nesta quinta-feira manter todas as publicações relacionadas a Flávio Bolsonaro fora do ar, reafirmando seu compromisso com a verdade e a segurança das eleições.
O episódio sublinha a necessidade de um diálogo mais construtivo entre as instituições e a importância de uma abordagem mais colaborativa para fortalecer a democracia no Brasil. A interação entre o STF e o TSE, quando marcada por desentendimentos, pode trazer incertezas não apenas ao sistema eleitoral, mas também ao Estado de Direito no país.
Portanto, a responsabilidade das cortes e dos representantes eleitos é de vital importância para a manutenção da confiança dos cidadãos no processo político e no futuro da democracia brasileira.





