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Feira Solidária em São Gonçalo Lança Moeda Social Inovadora

Feira Solidária em São Gonçalo lança moeda social 'Sol' para fortalecer empreendedores locais, promovendo a economia solidária.

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Iniciativa Revolucionária em São Gonçalo

No último domingo, 11 de outubro, a Feira Solidária Mulheres da Parada em São Gonçalo deu um passo inovador ao lançar uma moeda social chamada “Sol”. Esta nova forma de moeda foi amplamente adotada, representando mais de 80% das vendas realizadas durante o evento. Todos os expositores participaram, oferecendo descontos especiais para consumidores que utilizavam a nova moeda.

Objetivo da Moeda Social

O principal objetivo do “Sol” é estimular a economia local, promovendo a circulação de dinheiro entre empreendimentos coletivos que atuam em diversas áreas, como artesanato, gastronomia, moda, arte e reciclagem. Cada “Sol” corresponde a R$ 1, e a expectativa é de que essa iniciativa crie mais oportunidades de negócios para os participantes da feira.

Funcionamento e Aceitação

Para utilizar a moeda, os visitantes podiam se dirigir à barraca do Banco Solidário, o ponto central da economia coletiva do evento. Ali, era possível converter reais em Sols, utilizando tanto Pix quanto dinheiro em espécie.

Adequação e Sucesso Entre os Consumidores e Expositores

Os consumidores demonstraram grande interesse na proposta. Grace Kelly Rodrigues, uma visitante da feira, elogiou a iniciativa como um incentivo à solidariedade. “Achei bem interessante porque é um incentivo ao espírito solidário”, destacou ela.

Os empreendedores, por sua vez, celebraram os resultados. Eliete Soares, que vendeu sucos de inhame com maracujá e limão, afirmou ter vendido toda a sua produção sem aceitar dinheiro tradicional. “Minha maquininha de cartão não foi usada, e a venda foi muito melhor do que imaginei”, relatou.

Um Novo Capítulo para a Economia Solidária

A feira marcou o início de um ciclo de 12 edições programadas para a Praça Zé Garoto. A ação está inserida na Rede Solidária Mulheres da Parada, um projeto que visa capacitar empreendimentos coletivos com apoio do Ministério do Trabalho e Emprego e da Secretaria Nacional de Economia Popular e Solidária.

Expansão e Futuro Promissor

Como parte de sua proposta, a organização está implementando um banco de trocas de produtos e serviços entre as empreendedoras, promovendo um ambiente de colaboração e facilitando o acesso a recursos para futuras participações nas feiras. Além disso, a ONG planeja a criação de um fundo rotativo que oferecerá empréstimos sem juros aos empreendimentos, ajudando-os na compra de insumos necessários.

“Foi muito positivo, e nossa expectativa é consolidar e aprimorar o movimento da economia solidária entre os coletivos,” afirmou Letícia da Hora, diretora e fundadora da ONG Mulheres da Parada, destacando a importância da moeda Sol.

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